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quarta-feira, 14 de março de 2012

Por que eu não sou a favor da proibição da publicidade infantil

Ficou confuso? "A favor" e "Proibição" na mesma frase fica esquisito, né? Para esclarecer, começo dizendo que sou terminantemente contra a forma como as propagandas direcionadas ao público infantil são "reguladas" atualmente no Brasil - hoje não há um filtro adequado para evitar comerciais abusivos e suas influências imediatas sobre nossas crianças. Quando há alguma restrição, ela é feita à posteriori, depois de ter chamado à atenção pelo exagero. A regulação é feita por órgãos interessados na manutenção do status quo, da publicidade livre e desmedida, que visam o consumo impulsivo e o crescimento constante do lucro.

Mas, se não está bom do jeito que está, por que não proibir de vez esse oba-oba e relaxar? No mundo imaginário, onde a propaganda infantil fosse totalmente banida, estaríamos livres para educar nosso filhos sem ter que lutar diariamente contra as pressões do marketing predatório?

Vamos começar analisando a situação da Suécia, onde aparentemente a publicidade infantil foi proibida em 1991. Nesse país, uma pesquisa encomendada pelo estado, verificou que somente a partir dos 12 anos as crianças tem condições de olhar criticamente os anúncios comerciais. Foi nesse mesmo ano que o pais expandiu a tv a cabo e permitiu um número maior de canais baseados em propagandas - ou seja, sem subsídios governamentais. Até então, as concessões tinham contratos limitados de cinco anos e  muitos canais eram subsidiados pelo governo, o que conferiu ao país uma programação de tv e rádio diversificada, independente de anunciantes. As regras que regulam a publicidade nos meios de comunicação lá são antigas, e criadas pela iniciativa de agências independentes, que representam as empresas e associações de publicitários e profissionais da imprensa. Mas, o governo também tem suas próprias agências, que ficam constantemente de olho no que é aprovado e veiculado. Uma estratégia que tem funcionado muito bem é a de restringir horários e formatos de anúncios. Por exemplo, os anúncios em revistas impressas devem ser claramente reconhecidos como conteúdo comercial - não são permitidos o que chamamos de "publi-editoriais", por exemplo, por que as propagandas não podem ser confundidas como notícias e informações jornalísticas. A lei aprovada em 1991, que restringe a publicidade infantil está baseada no mesmo princípio - de que as crianças confundem o que é ou não propaganda. Então, o horário permitido para veiculação de propaganda de produtos e serviços direcionados a faixa etária de 0 a 12 anos é depois das 21 horas - ou seja, quando supomos que elas não estão assistindo a tv desacompanhadas. Além disso, as propagandas não podem ser veiculadas entre programas infantis, nem com personagens de desenhos animados. Tudo para evitar a confusão e a crença de que elas precisam disso ou daquilo, quando na realidade isso ou aquilo são apenas objetos de consumo a serem ou não apreciados. (Para saber mais sobre a mídia nesse país, recomendo muito este link: http://www.ejc.net/media_landscape/article/sweden/).

Alguns países europeus, que vem discutindo a regulamentação da publicidade, são contrários a restrição rigorosa da Suécia por que acreditam que isso dificulta a formação de senso crítico das crianças, pois elas não saberiam como lidar com algo que não conhecem. Na França e na Inglaterra, por exemplo, há inúmeras restrições, aprovadas por lei, que não dependem de agências independentes, e que seguem um pouco o modelo sueco - mas nesses países não há proibição da veiculação. O que há são restrições de tempo e horário para anúncios, restrição de anúncios de produtos alimentícios para as crianças, e proibição do uso de determinadas estratégias, como a de usar personagens e promover a associação direta de objetos de consumo com qualidades subjetivas. Ou seja, não se permite dizer às crianças que elas serão mais inteligentes se comerem danoninho... Mas, podem ser transmitidos comerciais de produtos infantis que falam diretamente com elas.

Na Polônia, houve uma tentativa em 1999 de banir a publicidade infantil. Mas, baseada em outro argumento: considerou-se crueldade vender para as crianças pobres a ideia de que precisam comprar tantas coisas às quais não tem acesso. Esse é um dos argumentos do Projeto Criança e Consumo, do Alana, para propor a proibição de toda publicidade direcionada ao público infantil aqui no Brasil.

Minha conclusão, portanto, é de que a Suécia é o exemplo de um país com uma democracia amplamente consolidada, na qual a proibição não foi uma estratégia de "educar" a população (como muitas vezes ocorre aqui no Brasil). Ela foi o resultado dos esforços de todos os setores envolvidos. E, do contrário ao que muitos podem pensar, a lei não impede a comunicação direta dos setores privados com as crianças - que pode ocorrer de tantas maneiras quantas a criatividade permitir. Ela cria limites mais rigorosos que vão demandar mais trabalho dos profissionais do marketing, mas ao mesmo tempo, vão evitar conflitos maiores com os próprios consumidores - já que a população lá é amplamente educada e tem tradição de participação política.

Já aqui no Brasil, sou a favor de começarmos a organizar associações mistas e governamentais de regulação da propaganda, e assim, criar regras mais rígidas e fomentar a educação de pais e profissionais do mercado infantil. Não dá pra sair defendendo a proibição geral e irrestrita por que, aqui, a televisão e o rádio não são subsidiados, dependem quase exclusivamente dos anunciantes, e são movidos ao lucro. Aqui, os publicitários estão muito longe dos debates acerca da educação e do desenvolvimento infantil, mais ainda acerca da desigualdade social. As agências são predatórias e não estão abertas ao diálogo, a não ser através de pesquisas de opinião que ajudem a criar comerciais mais manipulatórios. A propaganda está em tudo. No vestuários dos apresentadores infantis, no cabelo da Xuxa, nos personagens de novelas. Está tudo misturado!   Não é incomum abrirmos uma revista e começarmos a ler uma "notícia", que depois se revela uma peça publicitária. Ou seja, o que precisamos aqui é da adoção de princípio éticos, da distinção clara do que é comercial e do que é jornalismo, do que é próprio para os pais e o que é próprio para as crianças. E partir diretamente para uma proibição não vai educar a ninguém - vai até reforçar o contra-argumento de que "vivemos numa democracia e temos o direito a livre-expressão, blá blá blá", que enfim acaba ganhando o apoio da maioria e leva a várias leis acabarem em pizza! Então, sim, me parece muito positivo que as agências como a ABAP estejam se sentindo ameaçadas por uma possível proibição "de cima para baixo". Por que assim, começam a abrir brechas para um diálogo um pouco mais equilibrado com os consumidores. Isso é sinal de que o debate deve continuar e as leis devem mudar. 

Tudo isso para dizer que, sim sou totalmente a favor de regras mais claras e rigorosas para a publicidade (e não somente infantil), porém, sou contra a proibição da comunicação comercial com as crianças, promovida por uma lei. É hora da sociedade se manifestar e pressionar o mercado por anúncios mais éticos, que respeitem as famílias e o desenvolvimento emocional de nossos filhos. E é hora do mercado baixar a guarda e entender que precisa de consumidores educados e politicamente engajados para que continue a existir, sem que seja necessária a criação de conflitos demasiadamente limitantes, para ambos.

Ainda, como psicóloga, eu acredito que as crianças são capazes de lidar com conteúdos institucionais dirigidos à elas, e que é necessário que elas criem senso crítico, com ajuda da família, da escola e dos meios de comunicação. Mas, para que isso ocorra de forma tranquila e saudável, as fases do desenvolvimento devem ser respeitadas, a linguagem deve ser simples e direta, e não se deve apelar para a entediante fórmula de promover a "imitação". Usar esse tipo de estratégia é anti-ético e condenável, em vários países. Vamos falar com as crianças da forma que for melhor para elas! E assim, conseguiremos promover a cidadania desde cedo.  

Como empreendedora do universo materno-infantil, eu acho possível comunicar os benefícios dos produtos que ofereço e alcançar o meu público-alvo sem me valer das fragilidades alheias. Parto do princípio que consumidores conscientes são mais fiéis às marcas com as quais se identificam. E isso é pra mim um argumento comercialmente válido. As pequenas e médias empresas - que no universo materno-infantil são geralmente alternativas ao consumismo predatório - precisam usar os espaços válidos para se comunicarem e não se apagarem completamente diante do poder das grandes empresas, que hoje, ocupam tantos espaços visuais, que nem conseguimos distingui-los perfeitamente.

Portanto, temos muito o que discutir, muito o que avançar - e mudar! Há diversos motivos para melhorarmos a regulação da publicidade, e também, para não lançar mão agora de uma lei que proíba toda veiculação de publicidade infantil.

*Aproveite e conheça o grupo de discussão no Facebook: Consumismo e Publicidade Infantil

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um mundo onde o "normal" é o mais bizarro!

Ontem estava assistindo ao primeiro episódio do novo programa do Canal GNT, o Boas Vindas. Parece que a proposta é acompanhar diferentes famílias durante o nascimento de um bebê, num mesmo dia. No episódio que vi, o programa se passou na maternidade Perinatal de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. E pelo que fiquei sabendo numa reportagem impressa, as maternidades visitadas são, além desta, a Casa de Saúde São José, a Perinatal da Barra, e uma maternidade pública (não me lembro de ter lido o nome). 

O programa é aos moldes dos que já conhecemos no Canal Discovery Home and Health. O foco não é o parto em si - mas a emoção de mãe e familiares, durante a chegada do novo membro da família. Mas, a produção está entrando nas salas de parto e no centro cirúrgico - acompanhando detalhadamente o momento P. Isso gera certo nervosismo e prende mesmo a atenção, por que ficamos na expectativa de como a mulher vai se sentir, de como os profissionais reagem, de como o bebê vai nascer! Nós que defendemos o parto natural, que batalhamos por um atendimento humano e digno às gestantes e parturientes, ficamos ainda mais apreensivos ao ver como as coisas se passam in loco, na real.

O que acho mais interessante é o quanto o "normal" aparece como mais bizarro do que o que seria excepcional. Ou seja, uma mulher que entrou em trabalho de parto normalmente, e que pariu normalmente, apesar da quantidade absurda de pessoas na sala e de ter ficado deitada com as pernas abertas imobilizadas quase o tempo todo, foi uma exceção. Das três personagens reais abordadas, duas tiveram cesariana. As explicações para a cirurgia não foram dadas pelos médicos. Uma das mulheres tenta explicar o motivo com uma síndrome que ela não sabe o nome direito, enfatizando que o bebê tinha o cordão enrolado no pescoço, mas acrescenta que não queria mesmo o parto normal, então ótimo. 

Infelizmente, vemos que no Brasil, o que se chama de "parto normal" é, na maioria das vezes, algo meio bizarro - bem diferente daqueles vídeos lindos de parto na água, parto de cócoras, em salas humanizadas, que vemos pelo Youtube. O que as pessoas costumam chamar de "normal" se tornou o retrato de um momento de intenso desprazer, no qual a mulher fica submetida a intervenções constantes, palavras nada animadoras, luzes e temperatura nada amigáveis, exposta, com fome e sede. Para muitos, parece um circo de horror! Se alguma maternidade deseja justificar seu alto índice de cesárias, pode ser uma boa estratégia de marketing divulgar imagens de partos "normais" assim.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Continuando o papo sobre limites

É gente, carnaval em casa é uma grande oportunidade de avaliar a vida e reformular as coisas que estão "fora do eixo". Nesta semana de feriadão, sem a Tati em casa (a babá de meio período que me ajuda de manhã e trabalha de tarde na escola da Laura), com papai e mamãe em casa full time, e poucas opções de lazer (porque meu bairro e o Rio de Janeiro inteiro está de cabeças para o ar, sujo e poluído em todos os sentidos: olfato, audição e visão), estamos ficando mais em casa,  descobrindo algumas coisas e tomando decisões importantes.

Descobertas:

1) Não somos os únicos a sofrer com as mudanças de comportamento dos filhos nessa fase!!! Agradeço muitíssimo aos comentários no último post e às sugestões de todo mundo com quem tenho conversado. Estamos conseguindo entender que Laura está passando por uma fase normal, que precisa ser bem conduzida, claro, mas que não é definitiva.

2) Ter babá, mesmo que por meio período, faz muita diferença sim. Em relação à educação, tem consequências positivas e negativas: Laura está tendo que obedecer outra pessoa que não eu e o pai, portanto, é mais uma forma de aprender a respeitar aos outros; mas, a babá traz suas próprias questões em relação ao tema, e também fica numa saia justa, por que não sabe até onde pode dar limites, se os pais não se prontificam a orientá-la.

3) Há uma complexidade de fatores que influenciam nos comportamentos dos pequenos: personalidade, metodologia da escola, existência ou não de irmãos, existência ou não de avós (especialmente, aquelas que não tem outros netos pertinho e que são apaixonadas pela única que está presente), relação com a babá, rotina do sono, alimentação, etc etc. Portanto, eu não sou capaz de explicar todos os por quês do comportamento de Laura, mas isso não me isenta de persistir em compreendê-la e discipliná-la.

4) No caso de minha filha, uma das coisas que mais a influencia a desobedecer é o medo de crescer. Na verdade, ela quer muito crescer, quer ser logo considerada uma "criança grande", mas tem o maior medo de perder a atenção da gente. Isso por que ela está muito acostumada a não ter que dividir as atenções, nem da gente nem dos familiares, e mesmo na escola, até o ano passado, como ela era a mais novinha da turma, e tinha esse temperamento mais tímido, ficava muito no colo e muito pertinho da professora e das ajudantes. Agora, o crescimento está demandando que ela participe mais das atividades da turma, enquanto grupo, e que ela faça muitas coisas sem depender de nenhum adulto, como tirar os sapatos, beber na canequinha, e até mesmo brincar. O desenvolvimento dela está impressionante! (Ontem tirou a camiseta pela cabeça, sozinha!). Ela fica muito feliz com as novas conquistas, mas também teme pela perda das atenções.Talvez esteja na hora da gente demonstrar que carinho e amor podem ser dados de formas diversas, além da proximidade física. Talvez esteja na hora de fazermos mais atividades fora de casa ou, mesmo em casa, atividades mais divertidas, que despertem o interesse por outras coisas, incentivando-a sempre. Mas, isso já está ligado às nossas decisões. Leiam e opinem por favor! 

Decisões:

1) O horário de dormir que antes era as 19h, agora foi definido para as 20:30h. Há mais ou menos um ano que Laura vem dormindo mais tarde, e a gente já tem respeitado os sinais do sono, quer dizer, flexibilizamos o horário para evitar aquele momento exaustivo de insistir para que ela durma, mesmo que não esteja com sono. Mas, ainda somos da opinião que criança tem que ter um horário limite para dormir, para o bem dela e de nosso casamento! Portanto, agora, é oficial, a hora limite para ir para a cama é 20:30h. E o ritual também vai mudar: há mais ou menos dois meses, ela tem dormido agarrada em mim ou no meu marido. Um dos dois tem que ficar deitado na cama dela, e o abajour tem que ficar ligado, para que ela consiga se acalmar e pegar no sono. Depois, de madrugada, ela acorda e corre pra nossa cama, e levanta com o raiar do sol, insistindo com tapas e pontapés pra que a gente levante também. Isso tudo por que o medo do escuro começou. (Até bem pouco tempo atrás, Laura dormia praticamente sozinha em seu bercinho, no escuro total, a noite toda, mas com a chegada da cama, e o ganho de autonomia para levantar e sair do quarto, parece que ele ficou mais assustador...). Com as noites mal dormidas, todo mundo tem ficado mais estressado, inclusive ela. Então, agora, estamos tentando encorajá-la a voltar a dormir sozinha, e temos conversado sobre o tal medo de escuro. Eu disse claramente que nós vamos ajudá-la a vencer esse medo, e expliquei que a partir de hoje não dormiremos mais "grudados". Vamos fazer uma transição gradual: primeiro, com o abajour ligado, um de nós sentará a seu lado, segurará sua mãozinha até adormecer e fará uma oração pedindo a Deus por seu sono. Fizemos isso ontem e hoje. (Ontem o ritual foi super demorado, entre choro, broncas e abraços, demoramos duas horas!). Hoje foi muito fácil! Em vinte minutos ela já estava dormindo. Vamos ver como será o resto da semana.

2) Criamos um quadro com as Regras da Casa da Laura, com seis regrinhas básicas escritas e com ilustrações, coladas na parede, para sempre serem lembradas. Conversamos com a Laura, mostrando o quadro, que tem o nome dela (e ela já consegue "ler" o próprio nome), então a receptividade foi ótima! Vamos ver no que dá. Além disso, o quadro vai servir para a Tati também. Será uma referência para ela saber quando deve chamar a atenção de Laura (e também para dar um puxãozinho de orelha quanto à arrumação dos brinquedos, que tem deixado muito a desejar e agora faz parte das Regras).

3) Conversamos com a professora na escola. Ela confirmou que Laura está com um comportamento desafiador. Mas, que não é nada preocupante, pois ela obedece quando é chamada a atenção com firmeza. A conversa foi boa também para que eu me colocasse à disposição da professora, caso ela considere importante me alertar de algo.

4) Conversamos com nossa família. Pedimos conselhos, contamos sobre a conversa na escola e pedimos com um jeitinho para que ninguém exagere na atenção concedida à Laura. Ou seja, que não façam tudo o que ela quer e não fiquem dando presentes a todo momento! Isso é muito difícil e eu sinceramente, já não tenho mais esperanças de que vá acontecer. Mas, não custa tentar angariar apoio...

5) Conversamos com a pediatra. Minha querida doutora Beth é também homeopata, e sempre nos ajuda com seus conselhos sábios e "fórmulas mágicas". Gosto de homeopatia e vejo os resultados. Então, agora, adaptamos o remédio da Laura para que ele a ajude nessa fase turbulenta.

6) Entramos em acordo sobre algumas regras e formas de educar. Eu e Marcelo discordamos de poucas coisas, então, isso até que foi fácil. Estamos dando mais apoio um ao outro quando é necessário dar uma bronca ou colocar a Laura de castigo. Estamos mais firmes. Falando com mais seriedade e cumprindo os avisos de "você vai ficar de castigo" sempre. Aliás, agora uma das medidas mais eficientes é "confiscar" um brinquedo ou roupa que ela goste muito ao invés de colocá-la sentada na poltrona - como fazíamos antes.

Bom, por enquanto é só (!!!), e esperamos contar com as ideias de vocês. Educar é uma louca tarefa, que enfrentamos sem saber ao certo no que vai dar... mas mantemos as esperanças e acreditamos no nosso taco! Em breve, volto com mais notícias!