Resolvi escrever um depoimento sobre o primeiro mês de vida da Laura, porque sei que muitas mulheres grávidas têm medo desse período e que, durante ele, se a família pode ser de grande ajuda, também pode acabar atrapalhando! Na minha experiência, resolvi contrariar as previsões de que seria impossível cuidar de minha filha sem a ajuda permanente de alguém em nossa casa, além de mim e Marcelo.
Como a notícia da gravidez nos pegou de surpresa, aproveitamos ao máximo os primeiros dias de Laura para nos adapatarmos a sua presença. Eu sabia que existia a possibilidade de precisarmos sim de uma ajuda mais próxima e frequente, mas decidi arriscar. Eu já tinha presenciado o primeiro mês de minha sobrinha e sabia que não era nada fácil, mas sabia também que, às vezes, muitas pessoas ao redor podem dificultar a adaptação da nova família. O bebê precisa aprender e gostar de mamar, num ambiente calmo e com privacidade. A mãe precisa aprender os sinais de comunicação de seu filho e se disponibilizar integralmente a ele. O pai vai começar a traçar sua relação com a criança, participando ao máximo possível, cuidando mais da mãe, para que ela se sinta forte e segura nesse momento tão crucial. E, foi isso que aconteceu conosco.
Minha mãe ficou "de plantão" no telefone, disponível caso eu precisasse tirar alguma dúvida, ou precisasse de um socorro mesmo. Sua postura foi fundamental para que eu me sentisse segura, pois sabia que nós nos sairíamos bem. É claro que, várias vezes liguei para ela, assustada, chorando, ou até emocionada. Sua recepção foi um dos pilares de meu alicerce naqueles dias. Minha sogra, porém, parecia mais ansiosa com a chegada da Laura do que eu! Queria estar sempre presente, ligava várias vezes por dia, e ficava triste por não ajudar mais. Isso foi difícil, mas também conseguimos enfim contornar. É difícil fazer algumas pessoas entenderem que a melhor forma de ajudar nesse período é dando um suporte emocional, demonstrando confiança nos novos pais, dando a eles tempo para se adaptarem e enfim se apresentarem aos familiares e amigos.
Laura só começou a receber visita da maior parte dos familiares com 15 dias de vida, e dos amigos com 1 mês. Isso foi mais importante para mim do que pra ela, mas também foi orientado pela pediatra. Seu apoio também é indispensável. Ela nos deu algumas orientações básicas sobre os primeiros cuidados, em escrito, e se manteve acessível por telefone. Sua atitude de não autorizar que a maternidade desse alimentação complementar para a Laura em sua primeira noite foi importantíssima para evitar que ela resistisse à mamar no seio depois. (Isso já havia acontecido com pessoas conhecidas).
Passado o primeiro mês, Laura estava enorme! Mamava muito bem, em intervalos de 2 horas de dia e 3 a 4 horas de noite. Dormia bem e ainda não tinha apresentado os primeiros sintomas de cólicas. Ela parecia um bebê muito satisfeito! Deu seu primeiro sorriso espontâneo com 2 meses! O Marcelo se tornou um pai super carinhoso e presente. E eu, ainda nas nuvens com a alegria de vê-la mamando em meus braços! É claro que estávamos muito cansados! Nosso sono nunca mais foi o mesmo! Mas, me senti tranquila em perceber que nossa relação, como família, estava solidificada.
- Não se cobre demais! Confie nas informações que obteve durante a gravidez, e mantenha-as sempre à mão para consultar, mas lembre que seus limites devem ser respeitados. Seu bem estar é fundamental para o bem estar de seu bebê.
- Evite receber visitas, pelo menos nos primeiros 15 dias.
- Não higienize demais o seio. Lavar com água e sabão durante o banho é suficiente, para que esteja limpo e o bebê não estranhe os cheiros.
- Consulte seu médico obstetra sobre pomadas e soluções caseiras para previnir rachaduras e machucados nos seios. Se eles cicatrizarem bem nessa fase, depois as mamadas serão prazerosas.
- Consulte seu médico ou um nutricionista sobre a melhor alimentação nesse período, para favorece a recuperação do parto e produção de leite. (Evite alimentos que causem gases!!!)
- Durma sempre que der, enquanto o bebê estiver dormindo.
- Mantenham-se em contato com as pessoas, mas não atendam ao telefone quando estiverem descansando.
- Permita-se comtemplar seu filho(a), chorar de emoção, enfim, deixe fluir o turbilhão de emoções dessa fase. Se sentir-se desconfortável, chame alguém para acompanhá-la(o).
2 comentários:
Com certeza é uma mudança!!!!Como nutricionista me cobrava muito para amamentar... Mas com certeza não é uma experiência fácil!! Sempre lia nos manuais de nutrição, amamentar a melhor experiência do mundo.. com certeza!!! mas nem por isso a mais fácil!!Fiquei muito triste quando Milena parou de amamentar aos 6 meses... queria mais.. mas começou a acostumar com a mamadeira para eu voltar a trbalhar!!! Agora com 1 ano está linda muito sapeca andando tudo!! Também não é fácil. não para!! mas é muito linda e gostosa!! Um grande beijo Carol e é muito bom poder ter esse momento para compartilhar essa experiência!! Um grande beijo para vc e para Laura.. e para o papai que tem uma grande parcela de colaboração.. papai da Milena também também tem umja ENORME contribuição!!!!bjsssssssssssss!!!!!!!!!!!!!
Obrigada pelo comentário querida! Contribua sempre com sua experiência e dicas de nutrição!
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