De todas as perguntas que me faço ao refletir sobre maternidade, esta é a pedra fundamental. Mas, o paradoxo está justamente em que não há resposta para ela, porém, há tantas outras para as quais não posso me omitir.
Com que idade minha filha vai para a escola ou creche?
Ela vai dormir na minha cama ou aprenderá desde cedo a dormir em seu berço?
Até que idade vou amamentá-la?
Por quanto tempo devo deixá-la brincando sozinha?
Como deve ser a sua alimentação?
Já devo ensiná-la o certo e o errado, com castigos? E mais e mais pontos de interrogação...
Não dá para escapar: a responsabilidade de mãe (e de pai também) inclui dar limites, padrões e balizas para que a criança se desenvolva adequadamente num mundo cheio de possibilidades mas também com muitas limitações. Na minha infância era um pouco mais fácil para os pais, não havia tantas dúvidas em seguir as tradições (apesar que elas já começavam a cair em desuso): meninos iam para as aulas de judô enquanto as meninas iam para o balé, e os dois se encontravam na natação. Mas, hoje em dia, como geração herdeira de uma série de revoluções (sexual, política, cultural), somos responsáveis por questionar a validade das tradições e escolher caminhos alternativos ou mesmo optando pelos convencionais, fazê-lo com consciência. Estamos no meio de um rodamoinho de liberdades e ansiedades, queremos que nossos filhos sejam felizes, criativos, mas que saibam respeitar os colegas e cuidar do mundo. Será possível dar uma boa mãozinha a eles, sem ficarmos tão angustiadas?
Acho que, para cada dúvida há diversas sugestões: dos especialistas, das tradições familiares, das políticas públicas (não se esqueçam do ECA), e de tanta informação na rede. Ao invés de ficarmos paralisados diante de tantas possibilidades, vamos deixar de preguiça! Vamos aproveitar a multiplicidade de prismas que nossa geração conquistou, para absorver as informações que parecerem mais confiáveis, para então tirar nossas próprias conclusões e escolher algo singular para aquele serzinho em construção que precisa tanto de exemplos para crescer.
Para quem tem filha, vale a observação das conquistas feministas e do panorâma um pouco mais otimista que elas nos legaram – até para fazer jus a sua luta e também poder criticá-la, não? E, para quem tem filho (HOMEM), veja só, é preciso correr atrás de novos paradigmas e seguir um pouco o exemplo das feministas. Evitar o sexismo, deixar os preconceitos machistas, e por que não, deixar o menino fazer balé?
Não tenho respostas para a mais importante das perguntas. Mas, em cada desafio diário, não abro mão do legado que, querendo ou não, carrego: pensar, questionar, refletir e continuar. Para inspirar um poquinho a vocês, queridas e queridos leitores, fiz um vídeo com meu novo caleidoscópio enquanto ouvia a trilha sonora de Amelie Poulain. Vamos ver?
8 comentários:
OI, Carolina!
Vim te conhecer porque a amiga Georgia está nos incentivando a um encontro da blogosfera no Rio, assim precisamos tecer como será este encontro.
Moro em Niterói e seria interessante que interagíssemos antes do encontro.
Teu blog é super bacana e informativo. Gostei!
um beijo carioca
Obrigada Beth! Seu blog é lindo!
Beijos
Carol, essas tuas dúvidas me assaltam a cada dia. Eu vejo que a coisa vai funcionando comigo como numa gincana , a cada dia uma tarefa :-). Deus nos ajude.
bjs
Olá Carol.
Vou participar do encontro das blogueiras e vim te conhecer.
Adorei seu blog.
bj
Oi, Carol, acho que quem pensa em ser mãe já faz essas perguntas mesmo antes de conceber uma criança. Não tenho filhos, mas acredito que seja uma experiência assustadora e fantástica ao mesmo tempo.
Vim te conhecer porque também participarei do encontro das blogueiras.
Beijinhos
Oi querida.. que barato esse encontro, vai ser legal demais te conhecer.
Amo esse tema, educação / filhos / vida... teorias sei que são muitas. Tenho duas moçinhas lindas e sou bem orgulhosa delas, acredito que o bom mesmo desse lance todo é criar nossos filhos com o senso de justiça e respeito... são coisas fundamentais na vida.
bjao grande
Olá, Carol,
Vim te conhecer, pois também participarei do encontro literario do blog "O que elas estão lendo".
Adorei conhecer o teu blog! E voltarei mais vezes para ler os teus posts que parecem-me super interessantes. Educação é uma questão que sempre norteia a minha vida - em casa e no trabalho. Infelizmente não há receitas... mas também, acho que se tivéssemos receitas, ficaria tudo muito sem graça. Tenho a total consciência que acerto, mas também erro muito nesse processo. O legal é ir aprendendo também. Aprender sempre. Com os filhos e com os outros.
Beijos,
Carol, esse tema assusta mesmo, principalmente porque queremos ser boas maes e preparar os nossos filhos para a vida. Eu tenho aprendido a cada dia, nao dá para fazer tudo de uma vez, tem que ser em pedacinhos e olhos vigilantes.
Legal que o pessoal do encontro está assim se interagindo.
Um beijao
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