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Brincadeiras a parte, hoje o blog está promovendo o debate iniciado pela Mari Moscou no Mulher Alternativa sobre a discriminalização do aborto. Ela tem um ponto de vista interessante, que passa longe dos argumentos religiosos, que pega a onda do feminismo e da denúncia sobre a desigualdade de gêneros. O texto é interessante, pois começa com uma breve discussão sobre o Estado Laico no Brasil e chega na realidade francesa - onde o aborto é legalizado, mas nem por isso aceito por toda população.
Eu confesso que não tenho uma opinião perfeitamente formada a esse respeito. Mas não podemos ignorar a quantidade de mulheres que fazem abortos clandestinos, sofrem física e psicologicamente com isso, sem apoio público, e também não dá pra ignorar a quantidade de criança que nasce em lares onde lhes falta o devido acolhimento porque são frutos de uma gravidez totalmente indesejada. E este é o motivo pelo qual acho super importante promover este debate.
Então, leia "Se o aborto é crime fazemos política no escuro", e depois dê sua opinião!
7 comentários:
Sou contra o aborto. E acho que não deve existir muita gente a favor. Mas sou pelo direito da mulher escolher o que fazer de sua vida, de seu corpo. Sou pelo direito a um sistema de saúde que socorra a mulher e a ampare seja qual a sua decisão. Sou por um sistema legal que não trate a mulher como criminosa por ter medo de encarar a maternidade. Sou por um sistema educacional que informe e eduque de verdade. Por uma sociedade economicamente forte que não expulse os filhos das mães por falta de dinheiro. Não desejo o aborto para mim mas compreendo quem opta por esta saída.
Sou contra.
Se uma mulher transa, sabe o que esta fazendo, portanto ela tem que se preservar, se cuidar,
tomar pilulas,
usar anticonceptivos, que existem em muitas variedades.
aborto é um crime não so contra quem quer nascer, mas contra o proprio corpo da mulher.
em caso de estupro realmente a coisa fica dificil, complicada.
mas sou totalmente contra abortos.....
Gente, eu particularmente não conseguiria me submeter a um aborto, principalmente depois de ter tido minha filha. Mas, para algumas pessoas ter um filho não é sinônimo de alegria, mas de muita dor, que será transmitida a ele e poderá gerar uma vida inteira de sofrimento (falo até de sofrimento mental grave). A falta de amor, falta de desejo, na relação entre mãe e filho é um risco sério para a saúde de ambos.
É claro que existem os métodos contraceptivos, mas eu to aí pra provar que nem sempre funcionam. Acho que legalizar o aborto deve ser parte de um programa mais amplo de políticas de planejamento familiar, no qual ele seja o último recurso. Só tenho dúvidas sobre a decisão de abortar ser exclusivamente da mulher, porque se isso garante mais autonomia para ela em relação a seu corpo, não tira também um pouco a responsabilidade do homem?
Enfim, é um tema complexo que precisa sair dessa áura de "pecado" e entrar para um debate público honesto e livre.
Sou contra.
Temos direito sobre o nosso corpo, sim, mas a pessoa que está sendo gerada já é única, desde a concepção. Sobre a vida deste outro não temos nem devemos ter poder.
Sou a favor da informação, da distribuição gratuita de contraceptivos.Faz parte da responsabilidade de ter vida sexual saber que sim, há sempre o risco de surgir uma criança.
Não pode correr o risco? Redobre os cuidados, associando métodos, por exemplo, de barreira e hormonal.
Dá trabalho? Dá. Mas sai menos danoso em todos os sentidos (para a mulher e para a sociedade) do que promover a legalização do aborto.
Há métodos que são mais fáceis de utilizar, como o anel vaginal, que libera hormônios similares ao da pílula e que agem da mesma maneira, com a diferença de ser absorvido pela mucosa. Insere uma vez ao mês, usaa 21 dias, remove, 7 dias de pausa, um anel novo. Não tem como dizer que esqueceu... Certamente há a questão das interações medicamentosas, que podem anular o efeito do remédio; mas aí cabe o papel dos agentes de saúde informar quais são, e a usuária também.
Na Holanda é distribuído gratuitamente...
Não consigo entender essa postura de tratar o não-nascido como não-pessoa, com direitos como os nossos.
Considero excluir do debate os argumentos religiosos é postura não-democrática. Que se faça plebiscito, mas TODAS as parcelas da população tenham direito a expor seus argumentos.
Ou então, estaremos impondo a visão daqueles que não possuem religião como a única verdade.
Talita
Oi Talita, bem vinda ao blog! Só quero deixar claro duas discordâncias sobre o que você disse:
1) Nós temos o poder sim sobre a vida do feto que geramos, pois sem nosso cuidado ele morre. Reconhecer esse poder é reconhecer nossa enorme responsabilidade em dar a vida a alguém. A questão ética que se segue é como a da eutanásia.
2) Não acho que os argumentos religiosos devam pautar as discussões públicas. Eles devem ser respeitados, claro. Mas discriminalizar o aborto não impede que as pessoas religiosas continuem o condenando. A questão é dar às pessoas mais liberdade na hora de decidir ser mãe.
Obrigada pela participação!
Carol, taí outro assunto que mexe comigo (rsrs). Não faria um aborto, mas acho que o direito é da mulher, SIM. É muito claro para mim que um feto é uma vida EM POTENCIAL - até os 5 ou 6 meses de gestação, o feto não tem vida própria, mas depende da mãe. O aborto é uma coisa horrível, dolorosa e traumática - mas cabe à mulher definir se está preparada para ter um filho. Qualquer que seja a decisão(abortar ou ter um filho), sua vida nunca mais será a mesma. Os argumentos de que "toda mulher sabe como prevenir uma gravidez" me irritam: não só porque métodos anticoncepcionais falham, mas também porque comprometer a saúde física e mental, bem como a felicidade, de uma criança (q um dia será um adulto) é um preço muito alto a se pagar por um momento de irresponsabilidade ou um acidente. É claro que existem nuances e nada é preto no branco. Mas o que, para mim, é inegável é o direito da mulher de poder escolher o seu futuro. Se for cometer um crime contra a igreja ou contra Deus (para quem acredita nisso) deixe que ela "pague por seus pecados" lá no céu/outra vida etc. O feto não é cidadão e, por isso, não cabe ao governo LAICO proteger os seus direitos. A mulher, sim, é cidadã e precisa arcar com o peso da maternidade - sustentar, amar, se doar. Não importa se ela foi estuprada, se a pílula falhou ou se, por ignorância ou irresponsabilidade, praticou coito interrompido: o governo tem que proteger o direito DELA, acima do direito do feto. Bom, essa é minha opinião e não sei ficar calada ;-) Bjo!
Sei que vão me achar radical. Mas para mim aborto é punir o feto com pena de morte pelos equívocos dos adultos. É terminar uma sequencia de atos impensados com um pior ainda. E todos os que são a favor do aborto tiveram respeitado seu direito de nascer. É uma insanidade, mais uma violência. O direito à vida é constitucional, mesmo para aqueles cidadãos em "potencial".
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