Conheça melhor este blog de mãe, assistindo ao novo vídeo de boas vindas aqui!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Avaliação das creches brasileiras: para chorar!

É para chorar e se lamentar profundamente! Os resultados de uma pesquisa inter-institucional em seis capitais brasileiras, publicado no blog do Curso Cidadania e Educação, mostra a realidade de nossas creches e pré-escolas. A pesquisa não diz se foram visitadas creches públicas ou particulares ou ambos, mas como a oferta é majoritariamente privada, imagina-se que a amostra da pesquisa também tenha sido. De qualquer forma, a verdade é que não há muita diferença entre as instituições. Aqui no meu bairro, por exemplo, onde há muitas escolas de vários tamanhos, a semelhança entre as creches é grande. 


Mas, vamos ao motivo de meu lamento: em todos os ítens avaliados, as médias gerais das creches ficaram abaixo do "adequado", com exceção do ítem "interação". As "atividades" e a "rotina de cuidados pessoais" ficaram abaixo do "básico", ou seja, foram consideradas inadequadas. Não é por acaso que minha filha, nos últimos dois meses, durante a adaptação na creche, já pegou três infecções. Hoje tive uma conversa importante com a coordenação, que continua enchendo a turma dela e reluta em contratar mais educadores/as para dar conta das demandas. A chupeta já se perdeu algumas vezes, os colegas vivem com os narizes escorrendo, a berçarista foi "flagrada" usando a mesma colher para alimentar dois bebês... E dizem que a quantidade de viroses e infecções é causada pelo inverno! Depois inventam uma vacinação coletiva para catapora, com um laboratório particular que, gentilmente, pela pechincha de 130 reais por criança, vai aplicar as doses "in locus". Depois de eu reclamar e fazer meu papel de mãe-presente-chamada-de-chata, promessas foram feitas e ficamos combinadas de observar o rumo das coisas. Conclusão: se Laura adoecer novamente, desisto!

Para a maioria das pessoas, com quem comento minha insegurança, isso é só uma fase, porque toda criança fica doente quando começa a frequentar a escola. Mas, eu fico pensando se nós não já estamos acostumadas/os a nivelar por baixo seus serviços, sem expectativa de que nossas crianças possam ter o atendimento adequado quando estão longe de casa. Eu não, eu continuo sendo uma otimista e, confesso, exigente. Como a pesquisadora Maria Malta da PUC-SP comenta na reportagem, a política pública de Educação Infantil no Brasil ainda é recente e caminha devagar (a aprensetação em Power Point com todos os dados pode ser acessada por um link neste post).

10 comentários:

Mary disse...

Oi Carol..(posso chamar assim?) realmente é bastante complicado.Quando fomos procurar uma creche pro nosso presente ficar,ficamos muito preocupados com esses itens,eu principalmente(mãe é fogo né?)fiquei boba de ver,aqui nas adjacências do meu bairro a quantidade de creches que tem;não visitei todas,mas as poucas que vi,tinham muitas crianças,todo mundo amontoado e isso me assustou muito..tinha uma,até de uma pessoa conhecida da minha mãe e essa..nossa!uma escuridão,tomadas expostas..aff..daí optamos esperar e colocamos ele logo na escolinha,perto de casa,minha mãe já havia trabalhado lá e no final do ano,nosso presente já estava falando de tudo!Não é só você que é mãe-presente-chata não viu?eu também sou!não deixo barato lá na escola também..quando vejo algo errado,não sossego enquanto não resolver,é isso mesmo!Parabéns pelo post!

Carolina Pombo disse...

Oi Mary! Fique a vontade com o Carol! Obrigada por compartilhar sua experiência. Realmente, na condição atual, o ideal é esperar passar pelo menos os dois anos, ou tentar esquemas alternativos, colocando por poucas horas e ficando "em cima", né?

Beijos

Tatiana Bonotto Cake Designer disse...

Olá...adorei seu blog!!!

Estou passando para divulgar meu blog...espero que goste e se puder ficar...vou adorar sua companhia.

bjs

www.tatidesignercake.blogspot.com

Vanessa disse...

Carol, muito triste o resultado dessa pesquisa. Se por um lado eu fico contente por saber que meu filho está numa creche bem acima da média, por outro lado preocupa saber que a maior parte da sua geração não está. Isso refletirá no futuro, nos cidadãos e indivíduos que serão. Por uma boa escola passa tudo. Excelente post.

bjs

piscardeolhos disse...

oi!
eu também questiono a quantidade de "oses" que meu filho pegou/pega na escola.
como é dolorido isso, meu deus.
mas mais do que apenas uma conscientização da escola em melhorar as rotinas de cuidado pessoal e, desta forma, diminuir o risco de transmissão de doenças, eu acredito que esta conscientização deveria vir também - e principalmente - dos pais.
porque em tese um passa pro outro, certo?
e existem aqueles que sempre passam pro outro porque sempre ficam doentes em contato com alguém em casa!
será que os pais têm consciência de que precisam lavar as mãos sempre? de que precisam se alimentar de forma a reforçar a imunidade?
porque eu e meu marido tomamos kefir, oleo de fígado de bacalhau e uma alimentação equilibrada e dificilmente ficamos doentes.
então, em tese, se todos os pais adotassem uma vida de mais qualidade eles ficariam menos doentes e, por consequencia, os filhos também ficariam menos doentes.
e transmitiriam menos doença na escola.
tô viajando?
e a questão da escola é justamente essa: não importa qual a maneira que vc cria sua filha, ela desde já estará em contato com crianças cujos pais podem pensar completamente diferente de vc.
eu opto por não bater no meu filho - mas na escola ele convive com amigos que levam palmadas.
e aí?
e isso pode acontecer agora ou somente quando ela tiver 3 anos...
menina, não é fácil.
cadê a porra do manual???
beijo e parabéns pelos textos...leio sempre.

ana isabel disse...

OI Carolina

Voce tem alguma estatistica que diga que há mais vagas nas publicas que nas particulares?
Digo isso, porque moro num bairro de classe media, há umas sete creches particulares, duas publicas e duas semi-publicas (ligadas a orgaos publicos), num raio de um kilometro da minha casa. Mas na periferia só há creches públicas ou conveniadas com a prefeitura (acho que umas 300 em toda a Porto Alegre). Não sei, gostaria de estatistiscas para ver melhor esta situação.
Quanto as viroses, é isso mesmo. Turmas grandes, maior numero de viroses. Você já imaginou que se são 15 crianças, elas tem contato com no mínimo 30 pessoas diferentes (pai e mae). Sem contar irmaos, e outros.
O pediatra do Zezé diz que os maiores vetores de viroses são irmãos mais velhos. Já que os adultos não ficam tão doentes.
Quando ele entrou numa creche maior com doze colegas, ele pegava uma virose a cada 15 dias. Isso levou uns 3 meses. Depois melhorou

Carolina Pombo disse...

Olá queridas! Adorei os comentários!

Vanessa, apesar de toda provação que os pequenos passam nas creches e pré-escolas a gente acaba se surpreendendo com o desenvolvimento deles. Imagina se eles tivessem acesso a uma pré-escola adequada de verdade! Por isso que ter uma mãe e um pai que lutam pela cidadania faz tanta diferença na vida de nossas crianças.

Piscar de olhos, você tocou no ponto-chave: a gente vive em coletivos, mesmo sendo resistente a eles. Se tivermos consciência de que nossas atitudes afetam a vida de muita gente, pensamos melhor antes de agir. Eu até entendo algumas mães que mandam o filho para creche doente, porque precisam trabalhar. Mas tem também aquelas que preferem não ter o trabalho de tirar uma licença e arcar com as chatices das doenças em casa. As creches ficam cheias de tarefas parentais e não conta dos serviços pedagógicos básicos...

Ana Isabel, sua vizinhança é um sonho para as mães cariocas!!! Aqui no Rio, creche pública é raríssimo. Geralmente elas estão dentro das favelas e são comunitárias, muitas penam para conseguir financiamento do governo. Nos grandes centro urbanos é visível a excasses de creches públicas, mas sei que no Sul a oferta é bem melhor. Quando fui em Floripa passei por umas três, que fazem parte da estrutura da prefeitura. Vou ver se encontro alguma estatística oficial!

Beijos!

Carolina Pombo disse...

Gente, alguém reparou no EXCASSES aí em cima?! Meu Deus, e eu falando de educação! ahahaha Só pra corrigir: ESCASSEZ, ESCASSEZ!!!

Dani Garbellini disse...

Carolina, realmente difícil a situação. A gente busca o melhor, mas o melhor que encontramos ainda está bem aquém de algo muito bom...
Estou colhendo dados para conversar com a proprietaria e coordenadora pedagógica da escola do meu filho e seu post me fez pensar em mais um ponto a questionar, que é o adoecimento.
Meu filho nunca tinha ficado doente, até começar a ir para escola com 1,8 ano (agora tem 2,3). Quando conversei com essa coordenadora, ela me disse que as crianças não adoecem pelo contato na escola, mas pelas mudanças que mexem com o emocional, queda de imunidade, bla, bla, bla. Mas já está bem claro para mim que não é bem assim.
Triste é que os pais parecem conformados, resignados em "pago uma boa escola, cara, se reclamar, vou colocou onde, em outra pior?" Acho que está na hora de entendermos que buscar melhorar algo não é reclamação e sim contribuição para a melhoria da vida da criança, da família, a escola, a sociedade... (se aplica a outras áreas da vida, além das escolas/creches, claro!)

Ah! Adoro o blog e sou fiel seguidora, mesmo sem conseguir comentar mais.

Beijos!

Natalia disse...

Oi Carol (também tomei a liberdade), to vindo aqui pela primeira vez e gostando (como tem coisa boa nesse mundo bloguístico!). Bem difícil essa situação das creches! Num cheguei a procurar e agora desanimo ainda mais, mas conheço quem teve que voltar atrás e tirar o filho da “escolinha” porque era doença atrás de doença. Vou tentar organizar as coisas pra poder retardar o quanto der a ida do meu pequeno pra creche. Sera que o único quesito satisfatório, a interação, faz mesmo falta? Beijos! Voltarei por aqui!