Estou cansada, passei o dia inteiro estudando e preparando um esboço de projeto de doutorado. Estou exausta, mas preciso falar sobre o que acabei de ver na televisão.
Comendo minha tangerina, antes de deitar, resolvi ver um pedacinho do Fantástico, na Globo, o que não faço há muito tempo! Primeiro uma reportagem sobre as mudanças no litoral brasileiro - interessante. Com aquele usual tom de alarde: cuidado porque sua casa pode ruir a qualquer momento! Mas, isso não me impressionou. O que me faz escrever agora é a reportagem sobre o consumo de drogas nas ruas de uma cidade que eu nunca ouvira falar: Fernandópolis. Parei para vê-la toda, porque, por coincidência, fui chamada para dar uma aula na próxima semana sobre dependência química e vulnerabilidade social. Imagens de menores, ou supostamente menores, com os rostos camuflados por efeitos especiais, cheirando cocaína sobre os carros, em ruas aparelhadas com câmeras escondidas. A reportagem comenta que em 2005 foi criada uma lei local para proibir o livre acesso de menores de idade nas ruas a partir das 23 horas, como medida para prevenir o problema. Mas, a tal lei não estava sendo respeitada, aparentemente. Imagens de jovens correndo em motos, gritando, conversando sobre a "pureza" da cocaína, deixam claro que, paralelamente àquela secretíssima investigação, ocorria o descaso e a ausência das autoridades - diga-se de passagem: policiais, conselheiros tutelares, pais e responsáveis por aqueles menores.
Eu não sabia que sob uma Constituição que garante o direito de ir e vir, um juíz podia determinar que à algumas pessoas, sem condenação criminal, pode ele ser usurpado. Bela solução! Se os adolescentes consomem drogas ao ar livre, a noite, prendamo-los em seus esconderijos para que não façam essa afronta diante de nós! Assim, Fernandópolis passa a ser uma espécie de laboratório social, onde se experimentam os resultados do descaso misturado a repressão ilegal. Hum... isso me lembra um passado que tentamos sempre esquecer... me desculpem, mas preciso nomeá-lo: ditadura militar.
Aqui no Brasil é corriqueiro ver os jornalistas estigmatizando consumidores de drogas como criminosos, como se assim fizessem o favor público de cobrar atitude das autoridades. Em Fernandópolis, encontraram o bode expiatório perfeito: no meio de tantos menores com as faces camufladas, eis que se estampa o rosto de um negro, aparentemente com dezenove anos, entitulado "traficante". Como todos são, aparentemente, de classe média ou alta (já que portam motos, roupas e tênis de marca), não havia uma figura que encarnasse o pobre, traficante da favela. Então, o negro sorridente e encasacado serviu. A imagem que encerra a reportagem é dele, sem camisa, algemado, entrando no camburão. Atenção cidadãos de bem: fiquem tranquilos porque o juíz e a polícia de Fernandópolis conseguiram uma façanha! Resolveram o problema do consumo de drogas em sua cidade! E viva a repressão! E viva a usurpação de nossos direitos!
Para mim, essa é uma história de vulnerabilidade generalizada: do jovem negro eu nem preciso mais comentar, dos demais, eu só consigo pensar: "ei, vocês não têm nada mais inteligente para fazer?", "ei cadê sua mãe e seu pai?". Destes eu tenho até uma certa pena - quem já conviveu com dependente de drogas na família sabe porquê. Há diversas razões para uma pessoa usar e se viciar numa substância química. Então, a gente tem tomar muito cuidado para não sair culpando os pais, de imediato. Lembrei de um trecho do texto que escrevi, em parceria, sobre esse assunto:
"Valores culturais, significados pessoais, acesso, oferta, predisposição genética, contextualização social e familiar, história de vida, políticas públicas são alguns fatores que podem influenciar a formação ou a mudança de um hábito ou comportamento, como os que configuram um vício ou compulsão. A identificação de diversas implicações sociais e individuais do abuso de drogas aponta para a caracterização deste como problema de saúde pública. Este reconhecimento demanda intervenções que ultrapassem juízos morais, exigindo um olhar aberto às múltiplas dimensões e não somente à ótica biomédica. Assim, destacamos que as intervenções sobre a questão das drogas são do campo da saúde pública porque requerem a integração, promovida por este campo, de diferentes áreas do conhecimento, como a medicina, a psicologia, a educação, a epidemiologia entre outras." (Pombo-de-Barros & Fernandez, 2008)
No caso da cidade de Fernandópolis, o consumo parece parte de um ritual de socialização, mas não dá para a gente tirar conclusões, porque a reportagem não se prestou a informar sobre o acesso desses jovens a cultura, ao convívio familiar, a educação formal, a valores de solidariedade e cidadania. Porque esclarecer essas faltas seria responsabilizar principalmente os governantes. Por outro lado, se nada disso está faltando, e mesmo assim a prática continua, poderíamos concluir que a ausência é mesmo de educação familiar. Mas, responsabilizar mães e pais de famílias de classe média - principais consumidores de Fantástico e cia - é dar um tiro no pé, né Rede Globo? Então, ela faz inclusive o favor de exibir uma mãe, brigando de levinho com a filha, ao buscá-la no Conselho Tutelar: "seu pai falou que era pra eu não vir buscar você! Já sabe, né? Escola e castigo!"
Enfim, fica o meu apelo para que se alguém aqui conhecer de perto a cidade de Fernandópolis e como é ser jovem nesse lugar assombrado, por favor, se pronuncie!
* Leitura sugerida: POMBO-DE-BARROS, C. F. & FERNANDEZ, V. Reflexões sobre o campo da psicologia e o uso abusivo de drogas. (Este texto é parte do livro Álcool e outras drogas: atualização profissional para atenção ao uso prejudicial e dependência, que está em processo de edição pela editora Fiocruz).
* Leitura sugerida: POMBO-DE-BARROS, C. F. & FERNANDEZ, V. Reflexões sobre o campo da psicologia e o uso abusivo de drogas. (Este texto é parte do livro Álcool e outras drogas: atualização profissional para atenção ao uso prejudicial e dependência, que está em processo de edição pela editora Fiocruz).
13 comentários:
Cara Carolina, creio que você está bem enganada, ou melhor, muito enganada. Eu morei em Fernandópolis por 10 anos, e não era assim como está hoje e posso te dizer com certeza. A pessoa que foi presa que você diz ser bode expiatório, nada mais é que um traficante fugido de uma cidade maior e fazendo de uma pequena cidade um inferno. Fernandópolis passou a ter problemas sérios com drogas depois que a Universidade foi para lá. Com ela muitas pessoas de fora e assim explodiu o tráfico na cidade. Fácil é falar de uma coisa que você apenas assistiu no sofá de sua casa, sem saber toda a estória. O coitadinho que você diz em seu texto é um bandido e deve sim ficar fora das ruas.
Léo, obrigada por se pronunciar. Mas, acho que você se equivocou na interpretação do meu texto. Eu não chamei o traficante de coitadinho, mas também não o responsabilizei pelo problema social de sua cidade. É muito fácil e errôneo "culpar" os traficantes e criar soluções "mágicas". Assim, cria-se uma suposta imagem de segurança e o mercado da droga, muito lucrativo para os grandes traficantes (bem mais do que para o bandido que você menciona),continua a solta. O problema da dependência química é multidimensional. É claro que a universidade não foi a causa do problema! Não tente transformar uma coisa boa (acesso a educação superior) num problema. Seu argumento vai na onda conservadora do "os jovens não sabem aproveitar as oportunidades, não adianta criar políticas sociais, o que adianta é a repressão!". Infelizmente esse discurso é comum, e por isso, é tão difícil promover soluções reais para o problema da dependência química no Brasil. Depois você me conta se a prisão do terrível traficante de 19 anos solucionou de verdade o problemas das famílias que ficaram com seus jovens viciados...
cara Carolina, eu como orgulhoso habitante da próspera cidade de Fernandópolis, a mais de vinte anos, onde sou comerciante, e pai de dois filhos adolescentes, lamento primeiro você não conhece-la, porquê acompanho seu blog e te admiro, e lamento principalmente você não conhecer o Juiz Dr. Evandro Pelarin, uma pessoa maravilhosa, incansável, e empenhado em fazer de Fernandópolis uma cidade modelo, tratando todos os adolescentes com muito amor, sem afrontar a lei, que inclusive ele defende. Como lí um dia, o sucesso tem seu preço (hoje Fernandópolis é conhecida nacionalmente não pela matéria fantasiosa de ontem, e sim por ter um trabalho respeitoso ao adolescente), e é muito claro que a tal reportagem teve caráter de influenciar negativamente o trabalho aqui desenvolvido e que fez de Fernandópolis uma cidade onde reina a paz, o respeito aos cidadãos e aos adolescentes (que graças ao toque de acolher hoje podem se sentir seguros e ter seu direito de ir e vir preservado), e orgulhosamente hospeda pessoas do bem. Você nunca deve ter visto uma matéria no fantástico, onde faltaram fatos, sobrou sensacionalismo, sem consistência (um único mini traficante que veio de uma cidade de fora e que já estava sendo sim monitorado pelas nossas autoridades, meia dúzia de pessoas desfiguradas consumindo drogas e que se "presumiu" serem menores), ficando claro "forças ocultas" que fez com que tal matéria servisse de palco para manipular e sensibilizar a opinião pública nacional em desfavor do trabalho repito maravilhoso não só do juiz, mas de diversas pessoas que não medem esforços e fazem de Fernandópolis uma cidade em que dá orgulho de se viver.
Carolina,
Sou morador de Fernandópolis há 15 anos, vindo de São Paulo, capital, onde morei até os 32 anos.
Tenho 2 filhos adolescentes, 14 e 16 anos.
Posso te assegurar que esta cidade é muito boa para se viver e também para criar os filhos. Meus filhos têm oportunidades de estudo, esporte, lazer e cultura.
Mas moramos no Brasil, com todas as mazelas já conhecidas: drogas, corrupção, impunidade, etc.
Posso assegurar a você que Fernandópolis também tem tudo isso, mas numa escala infinitamente menor do que São Paulo e outras cidades grandes.
Aqui dá para confiar na Policia, os policiais são nossos vizinhos, dá para confiar nos juizes, que estão sempre com as portas abertas para a população, nos promotores, na saúde, pois nosso hospital, apesar de seus problemas, atende com humanidade.
Daí não entendi essa reportagem do Fantástico. Um estardalhaço danado, uma mega operação, para prender 12 traficantes pequenos. E ainda veicular isto no Fantástico. E uma "autoridade", não sei bem de onde, falar mal do toque de "acolher", que é muito bem visto pela maioria da população desta cidade.
Estranhei ninguém falar de nossas conquistas, a última delas a Zona Primária de Exportação, mas posso falar outras. Somos uma das poucas cidades do Brasil com esgoto 100% tratado, temos 2 faculdades, nossa Exposição Agropecuária não é a maior, mas é uma das melhores do Brasil.
Nosso povo é ordeiro, acolhedor, simples, educado.
Mas claro, isto ainda é o Brasil. O problema de drogas, infelizmente, não é exclusividade de nossa cidade. Mas nós combatemos com uma policia e um judiciário com iniciativas louváveis.
Se você tiver oportunidade, venha nos visitar e se encantar com nossa cidade e nosso povo.
Daí eu não ter entendido esta matéria...tanto estardalhaço por tão pouco...
Jeder e Anônimo, gostei muito da participação de vocês aqui. É bom saber que a reportagem escandalosa do Fantástico está mesmo errada. Não por mostrar o consumo de drogas na cidade de vocês, mas por fazê-lo de forma parcial, manipulando as imagens para chamar audiência, alardear as pessoas e reforçar os preconceitos e estereótipos ligados a dependência química. Mas, eu não posso concordar que o toque de recolher seja uma solução para este problema. É um absurdo, é inconstitucional que se proiba os menores de sairem desacompanhados a noite! Não sei exatamente como foi legislada essa medida, mas não podemos ignorar que ela fere os direitos dos adolescentes. A matéria da globo foi, sem dúvida, preconceituosa e fraca, mas me fez pensar o quanto nossas políticas estão longe de apresentarem soluções reais para a dependência química, seja em Fernandópolis, em São Paulo, no Rio... Enfim, não se ofendam com o meu texto. Pretendo apenas gerar um debate e defender políticas públicas de qualidade para nossas crianças e famílias.
Abrçs!
Um esclarecimento: quando chamei Fernandópolis de "lugar assombrado" estava sendo irônica, baseando-me na reportagem.
Quero confirmar as palavras acima...conheço sim Fernandópolis e com certeza a Globo fez mais uma vez um sensacionalismo barato menosprezando todo um otimo trabalho realizado nesta cidade....Minha filha estuda e mora em Fernandópolis , 6 anos e só tenho elogios p esta cidade!!!! Tenho certeza que minha filha também confirma minhas palavras....
Aproveito p dizer que vc anda sem muitas informações, não saber da existencia de Fernandópolis é no mínimo sinal que vc está focada em informações muito rrestritas....o Brasil é muito grande e o estado de São Paulo, muito rico, organizado, espaço necessário p trabalharmos nossos conhecimentos.... aproveite a dica.
Oi Anônimo, a gente não pode saber tudo, né? Mas aceito sua dica. Por outro lado, se você quiser conhecer outras formas de se encarar os problemas das drogas e quiser aprofundar uma reflexão sobre o que leva um jovem ao consumo, estamos aí para dialogar! Acredito que minha formação me dá sim informações consistentes para debater e contribuir de forma positiva, inclusive para Fernandópolis.
Abçs
adorei o post/protesto. argumentos super pertinentes!
não entendi os comentários dos moradores, como se vc estivesse pintando a caveira de fernandópolis. nao chegou assim pra mim, pelo contrário. mostra um problema que abrange o brasil inteiro, não apenas uma ou outra cidade.
beijos
Carolina Pombo,
Como voce ja teve acima varias respostas sensatas, racionais, e educadas, nao sinto a necessidade de repeti-las.
Mas me sinto na obrigacao de expressar meus sentimentos de odio e desprezo contra voce e defensores similares de traficantes e drogados, os quais insistem em por panos quentes numa atividade que ja foi criminalizado pela sociedade.
Aceite esse fato: dogras degeneram e corrompem os nossos filhos, uma crianca de cada vez. Consequentemente, como bons pais que somos, concluimos que para preservar nossos filhos elas tem que ser combatidadas, reprimidas, e os que lucram com elas penalizados exemplarmente.
Nao quero ser o cinico que a recomendara (em vista de sua postura condescente) que leve para casa os tadinhos dos traficantes que voce considera injusticados. E nem o maldoso que lhe desejara a experiencia maldita de ter um filho viciado em drogas.
Mas perceba que no mundo nem toda solucao envolve dialogo, e que a violencia e repressao sao necessarias, quandos instrumentos controlados pela paz e pela liberdade. Por isso temos policia e exercito, com pessoas que treinamos e pagamos para matar em nossa defesa.
Onde moro (nos EUA) ha o toque de recolher. Nao somente a noite, mas de dia tambem durante o horario das aulas. Adolescentes nas ruas, quando deveriam estar na escola ou em casa, sao levados pela policia ate em casa ou para a delegacia. E os pais levam multa (sao punidos) por nao controlar seus filhos. Se os filhos continuarem sem controle paterno, os pais 1) sao presos e/ou 2)perdem a tutela dos filhos. Na Italia, onde ja morei, o mesmo acontece.
Entao em conclusao, nao tente ser mais esperta que a sabedoria coletiva de sociedades inteiras, pois voce vai passa por idiota sem perspectiva.
Mais um anônimo! Que faz ofensas, agride e nem sequer pára para refletir sobre o que o texto fala de fato. Que pena... A sua sociedade perfeita é a mesma que dá legalmente armas a qualquer um, e permite que adolescente reprimidos explodam de ódio nas escolas e matem seus semelhantes. Sua raiva não é contra mim mas contra a sensatez que deixa clara a estupidez do conservadorismo. Mas, viva a democracia e a liberdade de pensamento! Que nossos adolescentes creçam respeitando a liberdade alheia, sem que isso signifique consumir ou vender drogas.
Desculpe-me nao assinar acima. Sou o Roger. E obrigado por nao apagar o meu post, pois exige muita coragem ter a sua opiniao criticada no proprio blog. E voce demonstra essa coragem.
Eu sim refleti no seu texto, mas decidi ignora-lo, pois como escrevi acima ha situacoes que sao resolvidas somente com acao determinada e nao com dialogo. Argumentos e divagueios, independentemente de suas qualidades ou relevancia somente atrasam a acao necessaria.
Os depoimentos acima dos moradores locais comprovam a eficacia nao so da decisao politica dessa cidade como sua execucao, que se mostram adequadas para a realidade que eles enfrentam. Entao nao ha logica no discordio. Ignorar os fatos para criar uma ilusao me parece um desperdicio de palavras.
Quanto a sua critica a America, concordo. Nunca a achei perfeita.
Entretanto, aprovo a decisao consciente da sociedade americana de ter sua populacao plenamente armada. Isso nao ocorreu por acaso, mas foi bem pensado e decidido ha quase 250 anos atras, e depois questionado e confirmado por todas as geracoes seguintes (quase um bilhao de pessoas), que pelos seculos enfrentaram muitas realidades e situacoes diversas, incluindo uma guerra civil fraticida.
Ai vem voce, do alto de sua sapiencia doutoresca achando-se plenamente capacitada a criticar duramente a escolha coletiva de uma sociedade, e impondo a sua preferencia pessoal como o melhor para eles e para o mundo. Ou seja, de repente voce encarnou a definicao de soberba. E devo acrescentar que eu tambem tenho um PhD depois do meu nome, entao nao a critico "la de baixo" da torre de marfim - eu estou dentro dela.
Ah, voce se esqueceu de criticar tambem a "Castle Doctrine", que me da o direito legal de atirar antes e perguntar depois, se eu estiver parado num semaforo e alguem se aproximar de meu carro de um modo que eu me sinta ameacado. Ou encostar a mao na macaneta. Ou me xingar. Ou bater na porta da minha casa a noite. Ou pular o muro da rua (que nao tenho em casa porque nao preciso de muro) E por ai vai.
Ou seja, nao so dispomos de armas excelentes e baratas, vendidas ate mesmo no Wal-Mart da esquina, como temos tambem o direito legal de carrega-las na rua e usa-las de forma letal se formos ameacados - sem ter que fugir da ameaca.
Tem logica isso? Sera que essa sociedade esta louca em se armar assim? Que tipo de gente estupida faz isso? Bom, depois de seculos de experiencia, os resultados nos dao a resposta objetiva, sem argumentacao ou hipoteses.
A taxa de homicidio nos EUA esta a 12% daquela que voce experimenta no Brasil, onde a populacao perdeu completamente o direito de se defender de seus agressores. Gracas a "progressistas iluminados" tais como voce, que desaprovam do posse e do uso de armas por gente de bem. Pois com certeza, criminais nao se importam com a sua lei proibindo armas, mas as pessoas de bem nao tem escolha e a seguem. No mundo que voce criou, as vitimas nao podem reagir - elas estao a merce de seus algorzes.
Lembre-se disso da proxima vez que voce parar num semaforo sozinha. Ou quando for abrir o portao da garagem a noite e sentir aquele terror na barriga ao vislumbrar do canto do olho uma sombra se movendo.
Os americanos respeitam a liberdade alheia - ninguem tem arma forcado, somente aqueles que querem. Mas os criminosos nao sabem quem as tem. E isso mantem todos seguros. Eu mesmo nao tenho arma, e nunca dei um tiro na vida, mas adoro ter vizinhos armados ate os dentes. Isso se chama liberdade.
Entao, como voce mesma escreveu, (eu adicionei o "s" faltante):
"Que nossos adolescentes cresçam respeitando a liberdade alheia"
Amem!
Como pode !!Uma psicóloga falar e agir dessa forma;comentar algo que nem teve capacidade
prá ver direito do que se falava.
Voce mesma o disse,cheguei,peguei uma tangerina, liguei a tv .
Aí já partiu pra degola, doa a quem doer ,o negócio é passar pra frente não importa como.
Mesmo que fosse verdade ,o que não é,pois conheço Fernandópolis,há 20 anos,vou sempre à essa cidade,tranquila,cheia de árvores,pássaros,
jardins floridos,pessoas respeitosas ,boas ,
simples ,humildes.
Uma cidade onde se pode andar,a pé caminhar,fazer suas compras ,e voltar sem aborrecimentos, pessoas mesmo não te conhecendo,sorriem,e te aceitam,como um igual.
Porque fazer isso,porque denegrir,uma imagem de algo que voce não conhece!
Gostaria,que pessoas falassem mal de sua casa,
do lugar onde vives!creio que não.
Isso é falta de respeito,consideração para consigo mesma,
Liberdade ,não é falar o que se quer,mas falar o que é certo e correto.Sabe aquele ditado que diz;O meu respeito por tí começa quando termina
o teu respeito por mím.
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