Conheça melhor este blog de mãe, assistindo ao novo vídeo de boas vindas aqui!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fale menos e pedale mais!

Você pode achar estranho uma psicóloga sugerir que se fale menos. Tradicionalmente, acreditamos que a "cura" do sofrimento vem através da fala, com os/as amigos/as, com o/a psicanalista, com o/a parceiro/a. Mas, há tempos que a própria psicologia vem reconhecendo a importância do exercício físico na superação de estados de humor depressivo. Um dia desses, chegou à minha caixa de e-mails um que indicava a leitura da matéria do Globo.com sobre uma pesquisa americana que concluiu que as mulheres que discutem muito seus problemas com as amigas têm maior nível de cortisol (o hormônio do estresse, sobre o qual já falamos aqui). Além disso, elas relatam maior cansaço e tristreza após essas conversas-desabafo.

Essa conclusão faz sentido. Pensando bem, parece um hábito das mulheres reclamar de seus maridos, namorados, filhos, quando se encontram. Claro que não podemos generalizar! Também falamos de amor, sonhos, lazer. Tem aquelas que são mais otimistas e evitam reclamar da vida. Mas, se não encontramos nos homens interlocutores tão empolgados a discutir os problemas quanto nós (porque é fato que, normalmente, eles não são tão "falantes"), acabamos encontrando nas amigas ouvidos pacientes - mas que, infelizmente, não podem resolver os problemas que nos incomodam em casa. Elas até sentem-se encorajadas e lamentarem-se junto! Assim, corremos o risco de viver num ciclo de estresse! E pior, nos acostumar com ele.

Por isso, hoje quero sugerir a você que adote uma bicicleta e experimente andar uns trinta minutos diários (de preferência pela mahã). Eu tenho feito isso, e estou muito satisfeita com o resultado! Sinto-me com mais energia e auto-estima, e durante o passeio ainda faço uma verdadeira viagem mental! Nas margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, vou pensando nas coisas que me encantaram no dia anterior (coisas que li, filmes que vi, pessoas com quem falei), e também lembro dos problemas, mas de uma perspectiva diferente. Pedalando, me sinto segura, atenta, e ao mesmo tempo sou capaz de me surpreender com a visão dos corredores, das pessoas caminhando, dos bebês tomando sol... enfim. Chego em casa suada, mas com um otimismo que talvez não conseguisse encontrar sentada no sofá papeando ao telefone. Claro que ter amigas com quem contar nos momentos críticos é maravilhoso! Mas, saber equilibrar o estresse é fundamental até para que nossas conversas sejam prazerosas, não é mesmo?

  *Imagem: Laura num passeio gostoso de bicicleta coletiva na Lagoa


5 comentários:

piscardeolhos disse...

vc está certíssima!
em vez de pedalar, corro.
e confesso que se não correr (e não meditar) saio do meu eixo completamente, fico mal humorada, ansiosa e com baixa auto-estima.
então bora se mexer mulherada!
beijo beijo

Melissa Marsden disse...

Cara... já sabia desta e já recebi esta dica algumas vezes por fontes diversas. Mas confesso que tenho problemas em por em prática apesar de saber que me faria bem.

Beta disse...

Querida, obrigada por suas palavras.
Acho que não mereço, mas enfim...
Sua gatinha é linda demais!

Ah, troca a entrada de seu feed para que possamos receber por e-mail os posts. Assim só no reader...

bj

Clarissa Oliveira disse...

ai ai, carol... queria tantar seguir nos seus passos. tenho um verdadeiro bloqueio quando o assunto é exercício físico. vou ver se me inspiro no seu post e tiro a bicicleta da garagem! bjos e obrigada pelo post!

anaÊ disse...

O bom da bicicleta é que vicia!!! Se romper por uma semana a preguicinha, não vai parar mais!!