Conheça melhor este blog de mãe, assistindo ao novo vídeo de boas vindas aqui!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Saudades! Saudades!

Nossa, que saudade desse blog, das minhas visitas aos blogs amigos, de ler os artigos dos amigos virtuais! Estou em Lyon agora, e o acesso a internet está difícil! Depois quero contar, com calma, alguns dos perrengues que passamos aqui na França, com minha filha de 1 ano e 5 meses, pelas gares parisienses, pelas filas, no albergue... mas também vou falar das coisas boas, claro... Aliás, espero ter boas notícias em breve, porque daqui há alguns minutos irei conversar com um possível orientador para meu doutorado... enfim... obrigada pelos lindos comentários no post do concurso: Maternidade, plenitude e feminismo. Obrigada por continuarem me visitando, mesmo eu estando tão ausente...

Au revoir!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

França, lá vou eu! (E nova fase do concurso de blogueiras)

Hoje sairemos de férias! Faremos a viagem tão esperada para a França! Eu já fui sozinha há três anos atrás, e agora terei o prazer de dividir com minha família (filha+marido) essa aventura. Será uma viagem tipo mochilão...economizando no que dá, para gastar o possível em passeios, museus e turismo infantil - porque não dá pra ignorar o fato de termos uma pequena cidadã brasileira faminta por novidades, ao nosso lado! Vou aproveitar também para pesquisar sobre o sistema de creches francês, os movimentos locais de mulheres, e o que mais interessar as mamães brasileiras. Em breve espero trazer notícias!


Aproveito também para, mais uma vez, indicar a leitura dos textos do concurso de blogueiras da Lola, com o tema "A origem do meu feminismo". Nessa etapa, estou lá entre as opções de voto!

Aí estão os links:
http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/09/concurso-de-blogueiras-terceira-etapa.html
http://www.whatmommyneeds.net/2010/08/maternidade-plenitude-e-feminismo-hein.html

Au revoir!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Minha filha tem consciência corporal

Eu ouvi há dias atrás uma educadora da nova escola de Laura afirmar, impressionada, que minha filha já tinha muita consciência corporal! Fiquei emocionada e refleti sobre isso.

Desde que Laura começou a andar, nunca me privei de manter nossas saídas para almoçar ou jantar fora, como já ouvi algumas pessoas reclamarem. Imagino que para muitos pais, levar uma criança pequena ao restaurante é um evento estressante e por isso evitado. Mas, as cenas que já presenciei e já tive tentação de repetir me dizem que é a ansiedade e a insegurança dos adultos que tornam a presença das crianças desagradável numa situação dessas. Quando levamos Laura para comer, em primeiro lugar, ou carregamos sua própria comida ou já a levamos alimentada. Ela gosta de sentar junto conosco na mesa, e não ficar no carrinho, e nós entedemos isso perfeitamente e a deixamos na cadeira para crianças, ou revezamos os colos. Ela gosta também de "passear" pelo novo lugar, e é aí que entra o conflito. Muitos adultos têm medo de ver as crianças livres, andando sozinhas, como se elas fossem a qualquer momento invadir o espaço dos desconhecidos, derrubar as coisas da mesa, cair e se machucar. Às vezes essas coisas até acontecem, mas elas serão exceção se a criança, desde cedo, puder desfilar por aí, sob os olhos dos pais, encarando o medo do desconhecido, sem reprimir toda a curiosidade.

Laura tem uma consciência corporal impressionante sim, porque mesmo antes de andar, quando a levávamos para passear e tomar um solzinho, já a colocávamos livre sobre um tapete, sobre os brinquedos dos parquinhos, às vezes até com um sapatinho apoiávamos os pezinhos no chão. Ela levou alguns tombos, chegou a botar terra na boca, e já teve até uma micose chatinha. Mas, esses males foram necessários para que ela entendesse os limites e potenciais de seu corpo.

Agora ela está na fase de "escalar" as coisas: aprendeu a subir sozinha no sofá, fica em pé em sua cadeirinha, se remexe toda na cadeira das refeições. Ela está testando e descobrindo outros limites. Quando vamos a um restaurante, depois de beliscar uns pãezinhos, ovos e pedacinhos de batata, pede para sair da cadeira, e vai andar pelo lugar. Sempre acompanhada por nossos olhos, ela não incomoda nenhum desconhecido. Sorri super simpática para todos! E não vai tão longe a ponto de nos perder de vista. Não encosta nos pertences dos outros, não sai correndo para fora. Mas, quer subir e descer os degraus, e às vezes quer recolher um garfo e uma faca na ponta da mesa! Aí é que entra nossa disposição, e com um olhar firme avisamos o que não é permitido fazer alí. Geralmente, antes de se aventurar, ela pega nossa mão e puxa, nos chamando. E pode até ficar muito brava se não quisermos acompanhá-la. Mas, não cedemos sempre. Vamos ao restaurante para comer e nunca saímos de lá sem ter feito isso de forma satisfatória por causa da Laura.

Gradualmente, ela ganha confiança e entendimento sobre seu espaço e seu corpo. Eu fico tranquila em saber que, ao mesmo tempo em que desafia os limites, aprende a lidar com eles. Além disso, consigo manter algo muito valioso para mim e meu casamento, afinal ter momentos de lazer, para além das brincadeiras infantis, é fundamental! Bem-estar materno inclui também ter o mínimo de tranquilidade para comer uma boa refeição!

domingo, 12 de setembro de 2010

Presidenta da República: mulheres no poder?

Quero escrever este post há muito tempo, mas está difícil parar para ler sobre o assunto e produzir alguma coisa mais embasada. Então, vou deixar fluir minhas idéias e espero receber de vocês leitoras/es mais dicas de leituras. Em pauta, as candidaturas de duas mulheres à presidência do Brasil, e o que isso tem a ver conosco, mães em busca da valorização da maternidade, de forma ampla.

É interessante pensar no que essas candidaturas e a provável eleição de Dilma representam no contexto tão desigual da política brasileira (aliás, o que não é uma marca só do Brasil.). Para as próximas eleições, apenas cerca de 20% das candidaturas é de mulheres (veja no texto do DIAP). E muitas delas mal tem acesso a financiamento e espaço na tv. 

Mas, nem sempre o fato de ser mulher significa que a candidata defenda políticas de igualdade de gêneros e valorize a maternidade, no sentido de lutar por melhores condições sociais para sermos mães. Nem todas as mulheres acreditam que o Estado deve intervir para assegurar igualdade de oportunidades para homens e mulheres, levando em consideração suas características próprias (principalmente as de partidos de direita). Há até mesmo mulheres machistas. E nosso Congresso é um retrato da sociedade. Ainda permanecemos distantes das posições de liderança, ainda entramos pouco nas pautas de debates e projetos de lei, ainda não temos uma bancada significativa que represente nossos interesses comuns. 

Mas, Dilma foi peça-chave no Governo Lula. Sobressaiu depois das crises envolvendo Palocci e Zé Dirceu, e manteve a seriedade no cargo - surpreendendo a todos até no momento de fragilidade de sua saúde. Dilma não conquista por sua imagem feminina, não tem sensualidade, não representa a idéia típica da mulher brasileira. Mas, estampa força e determinação, ainda que lidando com os apelos populares. Defendeu medidas duras para a área social (como a manutenção da política monetária), mas também encabeçou o PAC (programa que tenta unir desenvolvimento social e crescimento econômico). Certamente, não dá para criticar Dilma com aquele velho preconceito de que mulher tem coração mole e não consegue ter pulso firme para liderar - preconceito disfarçado daqueles que a vêem como testa de ferro do Lula.


Paralelamente, temos aí outra candidata que representa a luta pela igualdade social, a Marina Silva. E podemos afirmar isso por causa de sua história, sua origem e base eleitoral no Norte brasileiro. É uma mulher que podia ter sucumbido a exclusão causada pela pobreza, pela vida rural e por seu gênero. Tinha tudo para ser esquecida e só reproduzir o status quo, mas conseguiu unir-se aos movimentos sociais de sua região e chegar onde chegou. Fico empolgada ao falar de uma trajetória dessas! Mas, mesmo sabendo que o jogo político no Brasil é feito do toma-lá-dá-cá, me decepciono em ver a Marina aliada a bancada evangélica, buscando votos até em púlpitos de igrejas. Eu já sabia de sua fé, mas sempre achei louvável sua discrição - que já não é mais a mesma. O que me faz lembrar do artigo que li no Le Monde Diplomatique sobre o crescimento da bancada evangélica no Brasil. O artigo começa lembrando que há políticos cristãos que sabem separar a fé da representatividade política, e cita até o exemplo de um dos primeiros protestantes eleitos para o Congresso, que declarava defender o respeito à liberdade religiosa. Não é porque um político acredita na Bíblia que vai querer impor sua fé aos demais cidadãos. Mas, hoje em dia, vemos que o crescimento dos evangélicos atrái um tipo de político oportunista que transforma a fé em bandeira pública e confunde o que é da esfera privada, pessoal, com o que é de interesse público.

Aí, eu volto a pensar nos interesses das mulheres. Será que eles estão na pauta de nossos representantes? Por que não se faz um debate sólido sobre o aborto? Por que não se questiona a ausência dos homens nas tarefas domésticas? Por que as questões da família ainda são tratadas como problemas particulares e não de cunho social? Houve avanços, claro. Em 2003, foi criada a Secretaria de Políticas para as Mulheres, por meio de medida provisória transformada em lei (portanto, pela inciativa do presidente e não do Congresso). Mas ela ainda tem uma atuação fragmentada e pouco influente.

O que eu vejo é que, na onda dos discursos internacionais pelas políticas afirmativas e pela igualdade de gêneros, a população brasileira tem apoiado a idéia de ter uma presidenta. Mas, na base, no grosso do que forma nosso sistema político e nossos representantes, as questões que se referem a qualidade de vida da mulher são muito pouco encaradas.
Eu queria deixar uma dica para vocês se informarem a respeitos de suas/seus candidatas/os (aqueles que buscam reeleição ou que já exerceram cargo político). Dêem uma olhada no SICON (Sistema de Informação do Congresso Nacional), para ler sobre o que têm proposto, aprovado e falado nossos senadores. Nele é possível pesquisar por temas ou pelo nome do senador. Depois você pode entrar nos sites do Senado e da Câmara em busca de informações mais detalhadas sobre o político, pelas páginas dos perfis de cada um. Não se limitem a grande mídia! Não esqueçam que ela também representa os interesses de grupos economicamente poderosos.

Minha dissertação de mestrado foi feita com os discursos catalogados nesse sistema. Com eles pude concluir que  nosso sistema político tem diversas mazelas, mas não devemos desistir dele! Sei que muitas pessoas não tem qualquer expectativa em nossos representantes. Mas, depois de estudar um pouco mais, confirmei o que uma professora me disse na disciplina de Políticas Públicas de Saúde Mental na UFRJ, que não devemos votar por acreditarmos nas "boas intenções" dos políticos, mas sabendo que na busca pela manutenção do poder eles terão que absorver as demandas das pessoas. Alguns defendem os interesses dos que já têm poder econômico, mas outros só existem por causa de movimentos sociais e dos interesses das populações. pobres de seus estados.  Eles precisam de nós para chegarem lá, e se fizermos nosso papel de eleitores conscientes, acompanhando inclusive seus mandatos, eles saberão que não estão completamente impunes. Eu penso que é com esses que devemos fazer nossos "lobbies" pela melhoria das condições de vida das mulheres e mães brasileiras.


Alguns sites interessantes para continuarmos a nos informar:


(e você, tem alguma dica?)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Amigos de blog

Estou aqui para agradecer o carinho da Cynthia do blog Amica Philosophiae, que me incluiu numa lista de nove blogs amigos e me deu esse selinho de qualidade!


O selo faz parte de uma brincadeira, que você pode conferir lá no blog da Cynthia. Eu prefiro manter um pouco do mistério sobre mim e sobre minhas amigas de blog... Mas adorei ser lembrada!

Em breve, espero voltar com um post dedicado as eleições! Não, eu não sou cabo eleitoral de ninguém, mas quero indicar estratégias para nós, mães, encontrarmos informações sobre nossos candidatos.

Até mais!

sábado, 4 de setembro de 2010

Mulheres no trabalho: o mundo que se prepare!

Eu estou aqui pensando sobre as variáveis que afetam a participação das mulheres no mercado de trabalho. Comecei a fazer essa reflexão lendo sobre a sociedade francesa, na qual há uma tendência visível desde 1997, de as mães decidirem ficar mais tempo fora do mercado para cuidar dos filhos, com a ajuda dos benefícios do governo. Isso ainda é um mistério para mim, porque o sistema de creches é bem interessante, apesar de insuficiente em termos de vagas, além de existirem os empregos de meio período, que facilitam a vida de quem não quer abrir mão de um contato mais próximo dos filhos nos primeiros anos, nem de permanecer economicamente ativa. Então, ontem li uma entrevista com a Elizabeth Badinter, reproduzida no blog Viciados em Colo da Mari, que me fez buscar dados sobre a mulher no mercado de trabalho brasileiro e pensar sobre a condição feminina aqui e lá.

A Badinter é uma pesquisadora francesa e já escreveu vários livros, incluindo o Um Amor Conquistado - O mito do amor materno, que eu quero muito ler, mas até hoje não consegui! Ela também é mãe, de três, e por isso tem muita experiência, além de toda teoria. Mas, eu não compro tudo o que ela fala. Desconfio um pouco das críticas a OMS sobre a preconização do aleitamento materno e do parto humanizado. Porque, do ponto de vista da saúde, é necessário falar que o leite materno é melhor sim, que o parto humanizado é um direito de todas e que ser natural muitas vezes faz bem! Mas, eu concordo que não somos chipanzés! E tenho muitas críticas a uma ideologia "mamífera" radical. Mas isso é assunto para outros textos... 

O que mais gostei na entrevista foi desta parte: "Claro, mas há duas outras coisas que preocupam todas as mulheres no ocidente – e de forma muito pessoal. Primeiro, metade dos casais se separam entre três e sete anos de relacionamento. Então, isso significa que a mulher que passa sete anos sem uma posição firme no mercado de trabalho e cujo futuro econômico está sob um grande risco é repentinamente abandonada e precisa cuidar de seus filhos e de si mesma." Isso significa que, abrir mão da carreira para cuidar dos filhos pode representar um risco grande de vulnerabilidade econômica e social para as mulheres. Isso significa que algumas delas terão que sacrificar projetos e desejos pessoais, práticas de auto-cuidado, lazer e laços sociais, para sustentar os filhos com o primeiro emprego que aparecer, mesmo que em condição precária. Isso significa que terão que competir de forma desigual com pessoas que continuaram estudando e acumulando experiências, enquanto elas trabalhavam em casa. Isso significa que uma grande parte delas está fadada e viver dependente do ex-marido até a velhice.

Mas, mesmo assim, mesmo que numa sociedade tão aberta ao feminismo, como a francesa, haja uma tendência de recolhimento das mulheres à função materna, a gente pode ver avanços na participação feminina no mercado de trabalho. A Badinter explica que, como em seu país há melhores condições políticas e sociais para ser mãe, a maternidade é incentivada e o cuidado direto dos filhos também. O que eu vejo como uma coisa boa! Afinal, a relação mãe-filho também pode ser resultado de uma boa escolha consciente, e se assim não fosse, as mulheres não pesariam as condições sociais para terem filhos. Mas, outro movimento se expande: o da educação e da remuneração das trabalhadoras.

Eu não tenho dados franceses, mas tenho os dados do IBGE, relativos ao ano de 2009 sobre o mercado brasileiro. E olha que interessante: de maneira geral, as mulheres têm mais anos de estudo do que os homens que exercem as mesmas funções! Elas ainda ganham cerca de 28% a menos, mas essa diferença tem diminuído de ano a ano. Além disso, elas representam o maior percentual de "desocupados" (que buscam emprego) e economicamente inativos. O que puxa as mulheres para uma posição inferior aos homens, em termos de trabalho, é o trabalho doméstico - ainda realizado quase 100% por elas. Neste tipo de atividade, ainda predomina o trabalho sem carteira assinada. Mas, elas são maioria no setor da Administração Pública. O que me faz concluir que, as melhores condições para se conciliar trabalho e maternidade, neste ramo de atividade, devido às licenças estendidas, creches no local de trabalho e outros benefícios, atraem mais as profissionais e as levam inclusive a buscar mais qualificação (para passar nos concursos!). Ou seja, nós estamos nos movimentando, estamos buscando melhores posições no mercado de trabalho e em casa! Estamos dispostas a continuar trabalhando, sem abrir mão de uma maternidade mais completa. Estamos gerando uma demanda de serviços e dispositivos de proteção social mais adequados a essa rotina, inclusive para nossos parceiros, que precisam cada vez mais participar do "mercado doméstico"!

Eu temo mais pelas mulheres de baixa renda, com pouca escolaridade, que ainda vêem no trabalho doméstico a única opção. Quando você, trabalhadora de classe média, for contratar uma empregada ou uma babá, não deixe de lhe garantir seus direitos trabalhistas. Contribua para a melhoria da condição feminina na economia e no mundo do trabalho!

* Imagem daqui.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Concurso de Blogueiras, feminismo e "gênero dos anjos"

Foram abertas as votações para o Quarto Concurso de Blogueiras promovido pelo Blog Escreva Lola Escreva. O tema é "A origem do meu feminismo" e eu estou participando com este texto do link. A idéia do concurso é, principalmente, divulgar as reflexões das blogueiras e debater o feminismo - categoria ainda muito carregada de preconceitos, mesmo entre as mulheres. 

Outra categoria que tem ganhado visibilidade nas pesquisas acadêmicas e nas políticas públicas é a de "gênero". Ela tem substituído "sexo" como classe diferenciadora de homens e mulheres. Isso porque hoje, reconhece-se que o uso dessa palavra conota uma diferenciação baseada na Biologia, numa concepção essencialista. E o uso de "gênero" faz parte da constatação de que muitas diferenças tidas como naturais são na verdade culturalmente construídas. Ela também implica saber que as relações de gênero são perpassadas por poder e dominação, e que nem sempre uma pessoa do sexo masculino (biologicamente) se identifica com o gênero masculino, e para as mulheres também. A idéia de igualdade de gêneros propõe, assim, analisarmos essas relações de poder, suas consequências e alternativas.

Foram as feministas das décadas de 1960 e 1970 que mais denunciaram as desigualdades entre homens e mulheres, entre o masculino e o feminino, antes que qualquer empreitada científica csobre o assunto ontribuísse para as políticas públicas. No Brasil, ainda temos o hábito de falar da saúde da mulher relacionando-a ao ciclo reprodutivo, ao parto e amamentação. Isso é útil e super importante para diminuir a mortalidade infantil e materna (que ainda não têm taxas ideais), mas é necessário avançar no debate! Falar do bem-estar e da saúde da mulher enquanto mãe é, também, lembrar de sua condição no mercado de trabalho, na divisão das tarefas domésticas, da sua relação com a estética e com a mídia, enfim, ainda há muito a ser produzido. Por isso, o feminismo é sim uma referência importante, nos dias de hoje.

Então, não deixe de conferir os textos do Concurso de Blogueiras! Quem sabe as "novas" feministas não agucem sua curiosidade e inspiração para continuar o debate? 
 
 * Leitura sugerida: Aquino, E.M.L. Gênero e saúde: perfil e tendências da produção científica no Brasil. Rev Saúde Pública 2006;40(N Esp):121-32 (disponível aqui)