Conheça melhor este blog de mãe, assistindo ao novo vídeo de boas vindas aqui!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dicas de ano novo: a polêmica do desfralde!

Não sei se alguém vai ler realmente este post, neste dia 30 de dezembro em que as pessoas normais estão é preocupadas com a viagem, o clima, os preparativos para a festa de fim de ano. Eu estou focada num tema completamente diferente, que apesar de ser uma novidade para mim não tem nada de glamouroso! Então, se você não se interessar em continuar essa leitura, entendo totalmente... mas se, por acaso, puder acrescentar algo ao tema, para me ajudar a perseverar na minha decisão... please, não desista! Estou efetivamente começando o desfralde de Laura! Foi dada a largada depois de alguns dias de treino e reconhecimento do terreno - ou melhor, do banheiro.

Laura só tem um ano e oito meses, alguns diriam - por que desfraldá-la precocemente? E eu, como uma apaixonada pela arqueologia do saber,  devolveria a questão: desde quando desfraldar uma criança aos vinte meses é precoce? E responderia imediatamente: desde o advento das fraldas descartáveis como utencílios indispensáveis para se ter filhos. Coincidentemente ou não, alguns ramos da ciência começaram a contra-indicar radicalmente o desfralde antes dos dois anos, sugerindo que ele deve ser feito apenas quando a criança demonstrar uma série de características fisiológicas e comportamentais que são mais visíveis lá pelos quase três anos - como conseguir abaixar e levantar as calças sozinhas (leia mais nesse texto informativo). Há até aqueles que acusam o desfralde de provocar repressões sexuais graves nos indivíduos! Mas, honestamente, desconfio de toda essa "pregação" já que há poucas gerações atrás, os bebês começavam a usar o pinico com menos de um ano. Desconfio mais ainda quando leio relatos de companheiras de geração da minha filha que começaram o desfralde sem traumas aos seis meses (leia o exemplo da Lu). Ah, e não dá pra esquecer o caso do filho da Gisele Budchen, lembrado pelo post hilário da Piscar de Olhos!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Coragem de Mãe: relato de uma anônima

Foi muito difícil escolher o terceiro texto da promoção Coragem de Mãe. Não só porque tinha ainda alguns bons textos, mas porque este aqui me deixou intrigada. A mãe que o relata é anônima, criou um e-mail só para participar da promoção. Mas, nos conta uma história de coragem ao enfrentar o dilema de uma gravidez indesejada, num país estrangeiro, separada. Convido vocês a lerem seu relato com o coração aberto!

Oi Carolina,

tenho uma história de coragem para contar. Pensei em enviá-la como se não tivesse se passado comigo, como se fosse o relato de uma outra pessoa, mas não soaria sincero. Então, criei um e-mail novo só para enviá-la esse pequeno texto anônimo. Não sei porquê, mas talvez ele ajude a alguma outra mãe numa situação como a minha. Eu tenho 29 anos e sou separada. Moro num país europeu, com meu filho de dois anos e quatro meses, mas sou brasileira. Vim pra cá com meu filho recém-nascido, com o pai dele, que é europeu. Moramos juntos por mais ou menos um ano e depois ficou impossível a convivência! Tive que enfrentar uma separação com um filho bem pequeno, e não pude voltar para o Brasil para ficar com minha família. Fiquei com medo de afastá-lo do pai tão radicalmente. Como aqui temos alguns incentivos para ficar mais tempo com os filhos pequenos, meu ex-marido foi bastante participativo e tem uma relação muito forte com ele.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Coragem de Mãe: texto de Elly Chagas

Pessoal, com o perdão de todas/os pelo atraso, publico hoje o texto que ficou em segundo lugar na promoção Coragem de Mãe. É de Elly Chagas do blog Incertezas Provisórias. Ela faz um tributo a Paulo Freire e todas as mães que com garra e coragem lutam pela sobrevivência e educação de seus filhos, em contextos de grande limitação. Parabéns Elly e obrigada pela presença!!!
Dedicado ao mestre Paulo Freire
12 de fevereiro de 2004
Há um mês atrás comecei a ler “Pedagogia da Pergunta” de Paulo Freire e Antonio Faundez. Hoje, 12 de fevereiro, cheguei ao fim deste livro intrigante e revelador, no ônibus, voltando de Santo André (UniABC) rumo ao meu lar, meu banho e minha cama em Ermelino Matarazzo. Não costumo ler no ônibus, me enjoa (biologicamente, claro!), mas o fim do livro me prendeu. Enfim, Paulo fecha o livro com grande esperança no processo então vivido na Nicarágua, que segundo ele era um grande exemplo do que eles chamaram no livro de “pedagogia da pergunta”. Fechei o livro quase tão emocionada quanto no dia em que terminei de ler “A vida em vermelho”. Abri novamente, pois me toquei que não sabia nada sobre o que houve na Nicarágua após aquela data. E qual era a data? Fui conferir. 1985.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Coragem de Mãe: a história de Helo Salgado

Como prometido, hoje publicamos a história de coragem vencedora da promoção Coragem de Mãe. A idéia dessa promoção era promover a troca de experiências inspiradoras e divulgar o talento de gente que gosta de escrever. Recebi vários e-mails de mães que gostariam muito de participar, mas que não se julgavam "corajosas"! Eu fiquei até surpresa com o pouco reconhecimento das mulheres quanto à sua coragem diante dos desafios impostos pela maternidade, hoje. É claro que ser mãe é recompensador! Mas, este blog batalha sempre pelo reconhecimento de que há muito a ser feito pela sociedade para valorizar e favorecer o exercício da maternidade consciente. Amamos nosso ofício, mas sabemos o quanto é difícil, o quanto suamos, nos esforçamos, rimos e choramos com os desafios! Então, eis aí um texto emocionante sobre a história de uma mãe que, a princípio não se via "corajosa", mas assumiu essa qualidade afinal! Parabéns Helo e muito obrigada pela participação! (Como o texto da Helo já nos emociona bastante e nos pede uma pausa para refletir, as outras duas selecionadas serão publicadas amanhã!)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Em 2011, meu primeiro livro

Neste fim de ano estou terminando de escrever meu primeiro livro - o primeiro que chego perto de finalizar, mas o terceiro que começo a escrever! Estou num momento crucial, fazendo a última revisão, e escrevendo o último capítulo, mas tenho medo de mais uma vez ficar no "quase" e não ter nada pronto para enviar para alguém que possa avaliá-lo profissionalmente. Por isso resolvi escrever sobre ele aqui no blog! Quero deixar registrado meu desejo e meu compromisso de ir adiante e me dar esse presente de ano novo!

Os primeiros livros que comecei a escrever, fiz sem compromisso, sem preocupação em tentar publicar. Até pensava nisso às vezes, e enviava um capítulo ou outro pra um amigo, um parente, para saber opiniões. Mas, dessa vez foi tudo muito diferente. Até agora não compartilhei com ninguém nada do que escrevi. Não quero saber a opinião de ninguém antes que a minha própria seja positiva. Talvez porque, dessa vez, escrevo a minha história - a história da minha transformação em mãe. Os outros eram fictícios, misturando fatos da realidade com idéias totalmente imaginárias.

É a primeira vez também que levo à sério a vontade de publicar. Além de ser uma via de auto-conhecimento, escrever também é a forma mais profunda de me comunicar. Quero contribuir para outras mulheres encontrarem os caminhos para seu próprio nascimento como mães. Porque eu acredito que muitas podem encarar os filhos apenas como mais um elemento que se soma à vida, mas também há aquelas que querem e precisam ser profundamente transformadas para incorporarem a maternidade à realidade pré-existente. Num caso ou noutro, a realidade muda definitivamente! Mesmo quando temos medo (ou preguiça) de encarar a mudança, ela ocorre, e nos carrega como a mares escaldantes se não decidirmos tomar a direção do barco. Eu acredito que a vida ultrapassa muito nossa capacidade de coordenar os passos. Mas, também acho que o dia dia da maternidade depende bastante de nossas escolhas. Tem sido assim comigo!

Então, minha promessa de fim de ano não é para 2011, é para 2010 mesmo! Se tudo der certo, e eu não sucumbir ao medo de ver meu projeto pronto para ser analisado, ele nascerá ainda este mês! Torçam por mim! Seus e-mail, comentários e visitas são fontes de grande inspiração! Obrigada por sua presença aqui!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Celebrando a infância (e as férias escolares)!

Primeiras férias escolares de Laura! Primeiro verão com total autonomia de movimentos: ela já anda, corre, trepa das coisas (e ontem até me deu um susto chegando no topo de um escorredor altíssimo no Parque Lage, sozinha!). Ela está mais independente e ao mesmo tempo interagindo mais. Quer a companhia da mamãe para suas aventuras e suas artes com cola colorida e giz. E eu estou tentando me libertar das pressões de meu tempo de adulta para acompanhá-la. Não só porque ela precisa de minha supervisão e companhia, mas porque, sinceramente, é bom demais ser um pouco criança ao lado dela!

Neste fim de semana fomos à praia duas vezes. Já tínhamos ido antes, quando ela tinha uns seis, oito meses e depois, com um ano e meio. Nas primeiras vezes, ela teve um nojinho da areia, e medo do mar. Depois, se soltou na areia, com as brincadeiras de balde e as invenções do pai (como um vulcão formado por um potinho com gelo, enfiado num montinho de areia). Mais recentemente, já se soltou na piscina de encher, alugada na própria praia e só tinha resistência mesmo com o mar. Como sou uma amante, admiradora, aproveitadora da beleza e dos benefícios do mar, ficava triste por não conseguir atrair minha filha para ele. Eu ficava preocupada desse medo ser uma das manifestações de sua timidez, porque, em geral, Laura é uma menina tímida, que chega devagar num lugar novo com novas pessoas. No relatório da escola, a professora até enfatizou que ela não gosta de entrar em disputas por brinquedos, e abre mão quando alguém quer tomá-los. Eu já percebi que ela desenvolve sua própria estratégia para ter o que quer: oferecendo outra coisa em troca!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ação coletiva contra o reajuste de salários da classe política

Então, já começaram o planejamento do ano que vem com cortes para as verbas da área social. O argumento é de que o governo gastou muito este ano e precisará se controlar para fugir das consequências da crise mundial. E aí, em pleno dezembro, nas vésperas de saírem de fininho para as férias de fim de ano (prolongadas), nossos representantes políticos (contratados e pagos por nós) passam com vasilina (assim, rápido e fácil) a lei de reajuste salarial que aumenta em cerca de R$10.000 (ou mais) o pobre ganha pão desses trabalhadores sacrificados!

Ironias à parte, estou aqui para me solidarizar com a manifestação da Mari do Pequeno Guia Prático para Mães sem Prática. Vamos assinar a petição que está em seu post, nos informar, e propor uma ação coletiva?

O senador Cristóvam Buarque, em reação à lei aprovada, está propondo o mesmo reajuste para os professores! Podemos fazer dessa idéia algo maior do que uma ação simbólica, e apoiar DE FATO, seu projeto. Está mais do que na hora de nossos professores ganharem mais do que os cerca de R$1.000,00 das escolar públicas. Está na hora de fazermos alguma coisa para garantir educação de qualidade para nossos filhos - começando por mostrar que nós, pais, damos muito valor para esses profissionais, e não somos tão OTÁRIOS assim para continuar votando em quem brinca com nosso dinheiro!

Alguma outra boa idéia?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dá pra ter um parto humanizado na maternidade?

Esta pergunta vem de uma provocação do post da Ceila Santos do Desabafo de Mãe. Há alguns dias que a Ceila tem escrito sobre esse dilema do parto humanizado, das maternidades particulares e dos motivos de cesarianas. Adoro o blog dela e a admiro pela honestidade com que compõe seus argumentos. Num desses posts ela acrescentou algumas informações ao debate sobre a humanização do nascimento em maternidades, com uma crítica contundente a essa matéria jornalística (que mais parece um folder publicitário): "Maternidades particulares oferecem mimos para fidelizar pacientes"

Primeiro, façamos uma questão primordial: por que questionar o parto hospitalar? Porque ele aumenta muito o risco de se fazer cesariana (no Brasil), porque ele impõe uma série de intervenções que dificultam o processo natural do trabalho de parto, porque as equipes médicas geralmente não estão preparadas para atender a uma mulher em trabalho de parto normal - sem anestesia ou indução. Alguém lembra de mais algum motivo?

Culpa de Mãe, de Vanessa Anacleto

"Culpa, culpa, culpa. Quando uma criança nasce, junto traz este sentimento de presente para sua mãe. E nós sabemos que carregaremos a tal da culpa muitas vezes em nossas vidas, melhor acostumar, aprender a lidar com ela. São vários os motivos que desencadeiam a culpa. O dilema maternidade x trabalho é campeão. Basta desejarmos ter filhos.

Assim que eles nos chegam, embrulhados em nossos maiores sonhos, acordamos para a realidade que nos lembra que fazemos parte de uma sociedade bem diferente daquela em que nossas avós viveram. A maioria de nós precisa trabalhar em uma atividade remunerada, muito mais pela remuneração do que pela atividade em si. Mas precisamos trabalhar por realização pessoal também, o que, é claro, não constitui crime algum, pelo contrário. Acima de tudo amamos nossos filhos, esses pequenos grandes seres que dão uma nova dimensão às nossas vidas. 

Queremos estar com nossos filhos. Ver seus primeiros passos, ouvir o som divino das primeiras palavras balbuciadas. Queremos conhecer seus primeiros problemas e saber de suas vitórias . Queremos estar lá sem deixar de sermos nós mesmas. Queremos ser mães. Alguma coisa contra?"

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mães pro futuro

Que alegria imensa foi receber este lindo selo "Mães pro futuro" da Tais Vinha do Ombudsmãe!


A Tais dispensa apresentações, né? Ela é uma mãe blogueira cheia de idéias críticas e inspiradoras sobre educação. Super empreendedora de causas para o futuro! É uma das fundadoras do Grupo Cria, promotor do Manifesto pelas Mães - que TODOS/AS deveriam ler e assinar. Acho que ela nem sabe, mas esse manifesto foi um dos motivos de inspiração de meu atual projeto de doutorado. Por isso, receber esse carinho e reconhecimento dela é demais!

Com isso, conheci outra mãe blogueira das antigas, que pelo que entendi, é a grande musa de muita gente que eu leio e admiro: a Ana Cláudia do Futuro do Presente. Estou começando a conhecer seu trabalho e gostando muito! Foi ela mesma quem ofereceu o selo para a Tais e lhe deu o desafio de repassar para alguém(ns).

Então, agora é a minha vez! E, o selo vai para...

1) Paloma, do blog Peripécias de Cecília e Fofices de Clarice: uma mãe super ativa e internética! Está sempre dando o ar da graça, com o carinho e as opiniões enriquecedoras, em diversos blogs maternos, inclusive este aqui! Acho admirável sua dedicação às pequenas Cecília e Clarice, e sua militância sincera pelo parto humanizado. Sua história pessoal em busca de um parto digno é de enorme coragem e força! Aliás, ela é uma boa indicação para participar da Promoção Cogarem de Mãe, né?

2) Michele, do blog Enquanto Mudamos: uma grande amiga de faculdade, que estreiou há pouco tempo na blogosfera, antes mesmo de se saber mãe. Ela é literalmente uma mãe do futuro, porque espera, com paciência e sensibilidade sua primeira menina! Mi está numa fase maravilhosa, em busca do aprendizado com as mudanças, e escreve com profundidade sobre isso. Vale a pena dedicar um tempo para "folhear" os posts de seu blog.

Então é isso gente! Adoro essas oportunidades de divulgar outros sites e blogs, especialmente de mulheres guerreiras como essas. Aproveito, então, para sugerir que vocês dêem uma olhada em todos os links da barra lateral, e conheça ainda mais mamães pro futuro, fazendo a diferença!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Prorrogado o prazo da promoção

Como ainda não tivemos uma quantidade boa de inscrições na promoção Coragem de Mãe, resolvi adiar o prazo para o envio dos links e dos textos, e para a premiação.

ATENÇÃO PARA AS NOVAS DATAS:

- Envio dos textos: até 21 de dezembro
- Publicação dos premiados: dia 23 de dezembro
- Envio do livro "Coragem de Mãe" e do creme hidratante Mary Kay: dia 23 de dezembro

OBSERVAÇÃO: Se você gostaria de indicar o texto de algum/a blogueiro/a, que já tenha sido publicado, é só comunicar ao autor e colocar o link num comentário, em qualquer post deste blog, ou enviá-lo por e-mail.

A princial proposta dessa promoção é fazer circular histórias que inspirem coragem e força para as mamães internéticas. Se você é uma delas, não deixe de participar com um texto próprio ou a indicação de alguém!

E bom fim de ano a todas/os!

sábado, 11 de dezembro de 2010

O que muda e o que fica quando viramos mãe?

Hoje quero falar de um estudo holandês preocupado em avaliar o impacto que ter um bebê pode causar no bem estar das mulheres. O artigo "The impact of having a baby on the level and content of women's well-being", de Peter Johannes Hoffenaar, Frank van Balen, e Jo Hermanns é ótimo! Um verdadeiro artigo científico, que aponta com clareza o método e os resultados, sem esquecer de uma discussão teórica consistente. Apesar de estar em inglês, fiquei tão atraída pela leitura que consegui fazê-la em pouco tempo e tive uma enorme vontade de compartilhar o que aprendi com vocês!

O estudo se inspirou na dificuldade das pesquisas em diversos países tirarem conclusões consistente sobre a transição das mulheres para a maternidade. Algumas concluem que elas sofrem mais, e pioram a qualidade de vida, enquanto outras mostram o contrário. Os resultados variam, principalmente, por causa dos métodos empregados. Alguns comparam grupos de mulheres com filhos com grupos sem filhos, outros comparam os níveis de bem estar em períodos diferentes, antes e depois do parto, mas a maioria não considera os níveis individuais e usa apenas um método de análise. No estudo holandês, entretanto, os autores usaram vários questionários diferentes, para entrevistar as mesmas mulheres, um mês antes da previsão do parto e um mês após o nascimento dos bebês, em suas primeiras gestações, e tiraram conclusões interessantes.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Promoção Coragem de Mãe - segunda chamada

Envie um texto com uma história de coragem vivida por uma mãe e participe dessa promoção! Os três melhores textos (julgados pela editora que voz fala) serão divulgados aqui e concorrerão a um exemplar do livro Coragem de Mãe, da editora Fontanar, e um creme hidratante corporal da marca Mary Kay. O texto pode ser enviado para o e-mail cfpbarros@gmail.com ou pode ser publicado num blog - se for o caso, avise aqui nos comentários!


Para incentivá-las/os a participar, falarei um pouquinho desse livro sensacional, que li despretenciosamente e mudou meu estado de ânimo recentemente! Ele é um relato real e bem humorado de uma mulher francesa, mãe de quatro filhos, que se descobre com câncer fatal aos 38 anos de idade. Seu objetivo principal é encontrar uma família adotiva para os filhos, garantindo que eles permanecerão juntos e na mesma cidade onde viviam, após sua morte. Do contrário que se pode pensar, o livro é capaz de nos dar uma injeção de ânimo, mostrando a coragem e a alegria de uma mulher, mesmo numa situação como essa! Nos faz pensar sobre nossas próprias reações aos desafios que encontramos. O livro parece uma conversa franca e bem humorada, que ainda assim, nos leva a pensar em temas profundos.

Por isso, não deixe de participar! Envie seu texto ou link até dia 12 de dezembro. Vale drama, comédia, conto, poesia, tudo que a inspiração mandar, que nos conte uma boa história de coragem materna!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mariana Sá na Série Mães que Contam: mestrado com filhos?

Mariana é uma blogueira super ativa e excelente escritora, que conheci recentemente entre as comentadoras mais presentes deste blog. Seu cantinho virtual é lindo e tem um título que em si já gera polêmicas: Viciados em Colo. Além de acrescentar muito aos nossos debates e escrever textos inspirados, surpreendi-me ao saber que Mariana está cursando mestrado, com uma linda preocupação de melhorar a comunicação entre comunidade e governo.  Você pode acompanhar melhor sua trajetória no Vou e Volto Voando. Aqui, ela nos conta, em mais um capítulo da Série Mães que Contam, como tem sido conciliar a decisão de fazer o mestrado com todas as demandas de uma vida em família, depois de uma segunda gravidez não planejada. Conheça e aprenda mais um pouco com a experiência dessa querida mãe e amiga virtual!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Atitudes para criar filhos mais felizes

Na revista Mente e Cérebro (psicologia, psicanálise e neurociências) deste mês, a matéria de capa é ambiciosa. Pretende nos dar dicas, sugeridas pelos profissionais e confirmadas pela experiência das famílias, para criar filhos mais felizes. Nela são listadas dez atitudes que incentivariam laços de afeto mais estreitos e a preparação das crianças para a vida, incluindo as adversidades. Cada ítem tem sua complexidade e uma definição ampla, ou seja, não é fácil de ser praticado. Estamos, mesmo sem perceber, em busca deles, mas é sempre bom lembrá-los. Vou listá-los aqui para incentivá-la/o a ler a matéria toda:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mãe mamífera e mãe profissional

*Texto republicado (original de maio de 2010, no blog Mãe é Tudo Igual)

"A gestação, o parto, o puerpério e a amamentação compõem um ciclo essencialmente feminino e fisiológico" - princípio indiscutível de um grupo de discussão sobre parto natural, chamado Parto Nosso. Desta premissa, o grupo sai em defesa do protagonismo da mulher no parto e na amamentação, chamando atenção para sua condição de mamífera. O discurso radical em defesa da maternidade como patrimônio naturalmente feminino levanta algumas bandeiras que eu considero super importantes nessa nossa era tecnológica, mas não ajuda muito a entender mulheres que optam por outro tipo de maternidade. Geralmente, ele encara a cesariana, a amamentação artificial e o uso permanente de babás, como se tais escolhas fossem sinais de falta de amor por parte da genitora.

Mas, eu parto da premissa de que toda mãe deseja o melhor para seu filho: a "mamífera", que assume inteiramente a tarefa de parir, alimentar e proteger ou a "profissional", que prefere contratar todo tipo de serviço que a substitua, inclusive no nascimento da criança (como nas cesarianas que não têm justificativa plausível). E assim, vemos uma quantidade de mães que, mesmo amando suas crias, optam pelas soluções da era tecnológica em detrimento do que é mais natural e saudável para seu filho.