Conheça melhor este blog de mãe, assistindo ao novo vídeo de boas vindas aqui!

sábado, 29 de janeiro de 2011

A exposição dos bebês nos blogs e uma nova "vida pública"

Ultimamente o termo "baby brother" tem sido usado para se fazer certo sensacionalismo sobre os blogs maternos. A matéria da Folha, entitulada "Mães colocam crianças em "Baby Brother" na internet; especialistas criticam" de Luisa Alcantara e Silva, já foi debatida por algumas dessas mães (como eu!), inclusive num encontro virtual num Diálogo em Rede da Escola Virtual para Pais, no qual cerca de quinze participantes (dentre mães e não-mães) falaram e escutaram experiências positivas e negativas com a exposição na rede.

O medo de expor demais nossa vida privada é relevante. A ameaça de que um desafeto possa usar as informações postadas contra nós está à espreita. E tem também a possibilidade da criança não gostar de ter sua intimidade divulgada, numa idade maior. Claro que, como toda desbravadora, as mães que usam o blog como diário, espaço de trocas e relatos de experiências com a maternidade podem ter aquele friozinho na barriga misturado à empolgação de estar explorando um mundo novo! Porque a própria Internet é recente!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A transmissão de valores de cidadania para as novas gerações

O ano está só começando. Laura está com um e nove meses, e ao final de 2011, já terá dois ponto nove - quase três! Nessa fase, a cada dia, percebemos as novas palavrinhas aprendidas, as novas caras e bocas, as estratégias para conseguir o que quer, as habilidades físicas e cognitivas. Ela já está aprendendo a usar o vaso, já tira a calcinha e pede para fazer o xixi. Às vezes, maliciosamente, pede para ir ao vaso, quando já está deitadinha na cama para dormir. Tiramos a fralda, a levamos até o banheiro, e ela fica lá sorridente, sapequinha, adiando mais uns minutinhos a hora de ir pra cama! Ontem, pediu pediu para ir dormir de calcinha ao invés de fralda, mas, depois de um xixizão na cama, forcei a barra e coloquei a fraldinha. Minutos depois, não é que ela estava dormindo feliz da vida com a fralda jogada no chão - peladinha?!

As crianças são seres altamente porosos... ou seja, absorvem pelos póros quase tudo o que percebem, mesmo que a gente não perceba! Fazem isso de maneira própria, claro, pois cada uma tem suas tendências e personalidade. Mas, é incrível como nos surpreendem a cada dia! Por isso, é tão importante nos procuparmos em transmitir desde cedo valores que consideramos valiosos. Se falamos bom dia para o vizinho, se agradecemos ao taxista, se comprimentamos o motorista do ônibus - eles vêem e logo imitam. Se brigamos muito com o conjuge ou gritamos para dar ordens para a empregada - pode apostar, que logo logo eles gritam conosco e dão suas ordens reais aos que consideram súditos!

Neste fim de semana, presenciei uma cena muito bacana no parquinho do Jardim Botânico (um lugar excelente, por sinal!). No tanquinho de areia, várias crianças, de idades diferentes, brincavam de cavar, encher os baldinhos, fazer comidinha. De repende, um dos meninos (que devia ter uns cinco anos) começou a chamar aos outros para "trabalhar em equipe"! Ele dizia que encontrariam uma moeda antiga do tesouro dos piratas, enterrada no fundo do tanque, como seu pai lhe dissera. Alguns começaram a entrar na brincadeira e ele, como um verdadeiro líder exclamou: "Vamos lá gente! Quem não trabalhar em equipe, vai ficar sem equipe!" Achei o máximo! Ele não ameaçou os companheiros dizendo o mais óbvio: "quem não trabalhar não vai ganhar biscoito / não vai tomar sorvete / não vai mais brincar", ele deu valor à própria equipe. Porque ficar sem equipe é ruim demais, né gente?

Transmitir valores de cidadania é então transbordar no dia dia daquilo que se acredita para o mundo, para si mesmo e para o próximo. É deixar visível a seu filho / sobrinho / neto que respeitar os direitos dos outros é valorizar a vida em sociedade - por que ninguém gostaria de viver isolado, sem uma boa equipe, certo?

Por isso, convido a todas/os para refletirmos juntos sobre esse tema no dia 03 de Fevereiro, as 20hs, pela webconferência da Escola Virtual para Pais! Estou preparando uma atividade bem interessante, e trarei as reflexões de sociólogos, antropólogos e filósofos sobre o tema. O investimento para esta palestra é de R$30,00, que pode ser pago direto no site da Escola, no ato da inscrição. E para os leitores do What Mommy Needs tem promoção: as cinco primeiras pessoas que comentarem aqui neste post, com nome e e-mail, ganharão um código promocional para fazer a inscrição gratuita!

Vamos começar o ano renovando nossos ideais, e incentivando o aprendizado de nossos filhos!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Os dois lados da moeda (blogagem coletiva Mulher e Mercado de Trabalho)

Este texto é resultado de vários momentos e reflexões, que acabaram de ser costurados. A ideia da blogagem coletiva surgiu na palestra na Escola Virtual para Pais, mas o tema é recorrente por aqui e tem repercussões vastas em outros blogs maternos. Agora, assumo o desafio de juntar essas diferentes experiências, e contribuir um pouquinho para pensarmos no dilema maternidade x profissão.

Num certo momento, me reconheci feminista e declarei que a maternidade veio fortalecer ainda mais essa minha identidade feminina pró-igualdade de gêneros. Noutra vez, me assumi mãe consciente. E agora, argumento como é possível viver sob essas duas identidades. Como é possível viver a maternidade plenamente sem abrir mão de uma carreira profissional que me permita ser autônoma, independente e pessoalmente realizada?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Meu memorial - parte II (ou como a psicologia me levou à política social)

Meu contato com a terapia em grupo foi muito enriquecedor! O sentido que se costurava à minha frente poderia ser resumido num esquema que vai da chegada das pacientes ao centro de saúde, com queixas físicas ou psiquiátricas, até a vinculação delas às outras mulheres do grupo e ao encontro da violência e do medo como fundadores de sua dor principal. Mesmo quando não tínhamos sessão, elas se comunicavam. Claro que houve rotatividade: algumas pessoas não gostavam da proposta, outras não tinham tempo para frequentar o centro de saúde semanalmente. A maioria chegava com a expectativa de ganhar uma receita para pegar o remédio "tarja-preta" de graça. Muitas vezes, questionávamos a necessidade e os efeitos dos remédios. E quando refaziamos os nexos entre sintomas físicos e o sofrimento mental, eles ficavam na berlinda - sendo em muitos casos, dispensados. O medo se revelava um elemento sufocante, desorganizador, e silenciado pela alta medicalização.

As histórias de terror eram contadas às risadas - nervosas e bizarras - como se testemunhar uma tortura em via pública fosse normal. O rapaz estava devendo e não podia pagar, fora pendurado numa árvore e tivera as pernas quebradas à pauladas, na frente dos moradores. Os tiros contra os policiais do caveirão eram tão intensos que deixaram marcas em toda parede externa de uma das casas. A mulher que a habitava socorreu-se no corredor e salvou-se, para dias depois tentar o suicídio. Segundo suas palavras, não era a morte que ela buscava, mas apenas "descansar", "parar de sofrer". O sofrimento não tinha nome, mas era visível.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A saga de uma mãe e um pai conscientes - parte II

Vocês já devem ter visto o link aí na barra lateral para a pesquisa de opinião que o site está promovendo. E agora, eu gostaria de reforçar o convite e explicar o que afinal a mãe e o pai da Laura estão planejando.

 Desde a gravidez - que foi uma tremenda surpresa - nós dois nos esforçamos para incluir a maternidade em nosso mundinho, de forma que ela entrasse em sintonia com nossos desejos e visões de mundo. Acontece que ela não só foi incorporada, mas veio transformar muita coisa! Uma delas é nossa preocupação com a qualidade de vida em nossas cidades urbanas, com o futuro da natureza e nossa relação com ela, com a transmissão de valores positivos para nossa filha. Antes de Laura, o mundo era muito esquisito... tínhamos medo de colocar mais um ser aqui para sofrer e passar pelos apocalípses anunciados. Mas, nos tornamos pessoas mais otimistas, sem abandonar o olhar crítico. Hoje, temos esperança de construir uma cidade melhor para nossa filha crescer, de participar do ciclo virtuoso da economia justa e solidária, de conquistar um convívio mais respeitoso com a natureza e os semelhantes. Sabemos que para isso não basta força de vontade, mas reflexão, informação e troca com nossos pares - muita troca. Queremos que as pequenas atitudes sejam coerentes a essa esperança, conciliando as demandas do dia dia com esse projeto de vida alternativo. Mas não é fácil!

Toda vez que encaramos uma nova fase na vidinha de Laura, nos deparamos com escolhas difíceis, às vezes, impossíveis de serem praticadas. Por exemplo, queríamos contratar um bom serviços de acolhimento que me permitisse voltar a trabalhar em tempo integral quando ela era mais novinha. Mas, percebemos que ou eu me envolvia de fato no desenvolvimento dela no primeiro ano de vida, até que ela estivesse preparada para uma transição tranquila para a escola, ou eu ia trabalhar logo e apressava a entrada dela na escolinha, sacrificando um pouco nossa relação. Isso porque aqui onde moramos não há serviços que oferecem um meio termo.

Muitas vezes, eu queria optar pelo meio termo, mas ele não estava disponível. E comecei a pesquisar se em outros locais, em outras cidades e países também é difícil assim ser uma mãe ativa e consciente, sem abrir mão de minha independência financeira e das conquistas de meu feminismo. E descobri um mundo riquíssimo de serviços públicos e privados, produtos e informações que ou demoram para chegar até às mamães e papais brasileiros ou simplesmente não chegam!

Eu e meu marido, então, estamos, junto com uma grande amiga empreendedora, gestando um projeto que, na prática, facilite as escolhas conscientes das famílias em situações parecidas com a nossa. Queremos primeiro conhecer essas famílias, saber do sentem falta, do que precisam, o que realmente desejam, para depois batalharmos para realizar nosso objetivo de forma certeira! Por isso, PRECISAMOS DE VOCÊS! Antes que o projeto se concretize, gostaríamos de contar com sua participação na Pesquisa de Opinião, feita com o recurso do Google Docs, e acessível por qualquer pessoa na Internet. Por favor, opinem, repassem o link, e nos ajudem a construir uma nova ponte entre mães e pais comuns, como nós, com a maternidade ativa e consciente. (Este seria um ótimo presente de aniversário...) Obrigada!!!

*Imagem: Mamãe e Papai de Laura no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em Dezembro de 2010
** Indicação de leitura: Maternidade Consciente, no blog Cia das Mães.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A forma de acolhimento do bebê e a mulher no mercado de trabalho

Ontem foi a palestra na Escola Virtual, com a temática do acolhimento. Foi minha primeira experiência como palestrante online e fiquei muito animada! Apesar de não poder ouvir as vozes das/os particiantes, pude dialogar bastante com o recurso do Bate Papo. O encontro foi bem interativo e pude conhecer um pouco da experiência e da opinião de várias pessoas presentes sobre a contratação de babás e creches, e o apoio familiar durante os primeiros anos de vida. A conversa rendeu bastante e combinamos de nos encontrar novamente pela blogosfera para uma blogagem coletiva acerca da mulher no mercado de trabalho.

Eu falei na palestra do ponto de vista de uma psicóloga, do campo da saúde pública, e de mãe que passou pelo dilema entre ficar em casa ou sair para trabalhar. Falei sobre o que seria ideal para o desenvolvimento emocional dos bebês, mas também sobre a falta de políticas públicas que valorizem a maternidade e nos ajudem a conciliar a profissão com essa fase tão peculiar da vida. De maneira geral, as mães têm a capacidade de se adaptarem às necessidades dos próprios bebês, mas muitos elementos externos atrapalham a construção de uma identidade materna autêntica e feliz. Vou deixar aqui a citação de Winnicott que ilustra bem este ponto de vista, para dar à vocês um gostinho da palestra:

Slide 4
“O que a mãe necessita é a chance de ser natural e de encontrar o seu caminho junto com o bebê, da mesma forma que outras mães encontraram seus próprios caminhos, desde o alvorecer da história humana (...)” 
(Winnicott 1990/1988, p. 125)


Então, convoco a todas/os para participarem da blogagem coletiva, no dia 18, terça feira. Para tal, se inscreva nos comentários deste post, publique um texto com o tema "Mulher no mercado de trabalho" em seu blog, e venha aqui compartilhar seu link no dia 18. Vamos lá?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Meu memorial - parte I (ou os novos nexos trazidos pela maternidade)

Aqui estou neste dia 11 do 1 de 2011, com a tarefa de rever e descrever minha trajetória profissional, para enviar um memorial ao processo seletivo de um concurso público. A ênfase na data, na verdade, não tem nada à ver com a tarefa, mas me chamou a atenção: o número 1 me inspira a começar coisas, e este é o primeiro passo para escrever este documento tão difícil e importante, que deve ser enviado até o dia 21!

Escrever um memorial nunca foi um desafio tão grande para mim, como é agora. Sempre ritmada pelo tempo da Academia, desde os primeiros estágios na faculdade, hoje completo aproximadamente um ano e sete meses de desaceleração (essa palavra existe?). Enfim, já faz um tempo que não dito minha vida pelo tempo das pesquisas, das bolsas e dos congressos. Meu sonho era ser pesquisadora e professora, e corri muito para realizá-lo. ERA não significa que tenha deixado de ser. Mas, estou num momento de resgate dos sonhos do passado, para incorporá-los no presente - tão distante daquilo tudo. Acontece que a maternidade transformou minha vida. Não foi apenas uma pausa ou um desvio no caminho - eu ainda não sei qual metáfora usar para definir o impacto que ela me causou. Não deixei de ser a mesma apaixonada por pesquisa social, pela produção de conhecimento, curiosa e incansável na busca de informação. Não deixei de amar a escrita e a leitura, e continuo gostando de dialogar com alunos, ouvintes, interlocutores. Mas, não sou a mesma, e tenho que refazer o nexo que me une à esta vaga de pesquisadora numa instituição que admiro tanto. (Não foi por acaso que obtive melhor nota na questão acerca da saúde materno-infantil  na prova discursiva).

Este blog tem me ajudado muito a refazer "meus nexos". Então, resolvi, novamente, usá-lo para meu próprio benefício! Se você estiver lendo-me, convido-o a me ajudar nessa tarefa, com suas críticas, perguntas e sugestões. 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Palestra virtual para pais: funciona mesmo?

Há muito tempo quero compartilhar com vocês minha experiência com a sala virtual da Escola Virtual para Pais. E, como na próxima quarta feira serei a palestrante da vez, não posso deixar passar a oportunidade de dividir com vocês minhas impressões como "ouvinte". Lembrei que até tirei um print screen da tela (com a devida autorização) quando assisti a palestra sobre transtornos de humor na infância, com a psicóloga Danielle Bio. Portanto, este post é para convidá-las/los a conhecer o ambiente da sala virtual e entenderem como funciona!

Vocês verão aí na imagem que a sala é super interativa: enquanto a palestrante aparecia falando, com sua apresentação de Power Point, os particiantes postavam comentários e perguntas no chat (à esquerda inferior). Também é possível expressar reações, como aplausos, concordância, discordância, mesmo que nossa imagem não apareça. Aliás isso é ótimo, porque podemos assistir à conferência deitadas na cama, de camisola, fazendo comentários com quem estiver do lado sem atrapalhar ninguém! Ah! Também podemos trocar ideias com um outro "ouvinte", individualmente, sem que a própria palestrante saiba e seja interrompida.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mamãe foi pedalar

Hoje de manhã cedo, mamãe foi pedalar e aprendeu algumas lições.

Quando estava quase chegando na ciclovia da Lagoa, resolveu ir no embalo de um outro ciclista para atravessar a rua e foi quase atingida por um carro precedido por uma carreta. Ela aprendeu que deve confiar mais em seu próprio olho e tomar decisões independentes.

Depois, teve que dar uma paradinha para ajeitar a capa de silicone do banco da bicicleta - ela estava pendendo para o lado direito. Parou num cantinho da pista e amarrou novamente a capa. Aprendeu que, às vezes, é melhor parar, ver o que está errado e voltar ao equílibrio, para prosseguir na estrada.

Quando estava passando pela parte mais abandonada da ciclovia, observou quatro pessoas nas margens da Lagoa, entocadas no acostamento, com uma pedrinha amarronzada - aparentemente de crack. Ela lembou-se que a mulher do grupo já tinha sido vista antes, no mesmo local, encolhida, sozinha, e que já lhe enviara um olhar de terror que ficara na memória. No primeiro dia que a tal mulher fora vista, mamãe se perguntou o que uma jovem aparentemente bem vestida, com um embrulho de saco plástico, fazia naquela margem tão suja e fedida da Lagoa Rodrigo de Freitas. Mamãe aprendeu que o abandono e o descaso podem levar as pessoas à auto-destruição.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A saga de uma mãe consciente

Com essa nova fase do desfralde gradual de Laura, tenho vivido outros questionamentos, e gostaria de saber se estou sozinha no mundo (ou melhor, no Brasil, porque já vi que lá fora é diferente)... Tenho percebido que ser uma mãe consciente - quer dizer, que tenta ser o mais natural possível, preocupada com a saúde física e mental de minha filha e com meu próprio amadurecimento como mãe - é realmente difícil em terras brasileiras. Quando a gente pensa: poxa, um livrinho educativo sobre o desfralde seria ótimo agora... ou, alternativas as fraldas descartáveis, como culotes ou calcinhas meio absorventes, seriam perfeitas também! - a gente se depara com a falta de oferta de produtos de qualidade que nos ajudariam muito a colocar em prática nossas preocupações maternais, ambientais, e ideológicas! 

Ah, mas eu lembro que vi numa lojinha do aeroporto um livro lindo, azul, grande, com a história de um bichinho fofo que aprendia a usar o vaso e no final até nos mostra uma descarga que faz barulhinho e tudo! Aí, eu vou numa livraria enooooorme, num shopping super badalado no Rio, e NADA! Nem um livrinho bonitinho sobre o assunto. Tem um monte de princesas e menininhas de rosa, livros que ensinam as cores e formas para bebês de menos de dois anos, e um mundo inteiro para colorir... mas, algo que incentive a convivência com as diferenças, a aceitação das mudanças, a solidariedade, são poucos.