Conheça melhor este blog de mãe, assistindo ao novo vídeo de boas vindas aqui!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sobre mulheres, arte e publicidade


Sabe esses dias em que as coincidências são demais para serem desperdiçadas? Pois então… Hoje é um deles. Depois de passar uma tarde muito agradável na companhia de minha irmã, a artista visualJulia Pombo, debatendo, dentre outros temas, a questão da imagem corporal como reflexo ou crítica da diferenciação de gêneros em nossa sociedade, resolvi carregar pra casa um livro ótimo sobre os trabalhos e a vida de diversas artistas do século XX e XXI: “Mujeres Artistas” da editora Uta Grosenick.

Lá pelas tantas páginas, esbarrei com o capítulo sobre as Guerrillas Girls, e não pude deixar de ler e me mobilizar com o seguinte banner:


Na verdade, o banner estampado no livro era de 1989, exatamente igual a este aí, porém com os dados um pouquinho diferentes: ao invés de 3, 5 e ao invés de 83, 85%. Quer dizer, a situação não melhorou em nada… (suspiros e mais suspiros) UAU! Apenas 3% dos artistas do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, eram mulheres, em 2004! E não só isso, mas 83% das imagens de nudez eram femininas.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sorteio de vale compras no Super Duper! Obaaa!

Hoje o blog da Anne Rami, o Super Duper, está lançando um sorteio sensacional: um vale compras de R$100,00 para gastar na loja virtual What mommy Needs.

Para participar você precisa ser seguidor deste blog, curtir nossa página no Facebook ou seguir o Twitter. Mas, as inscrições são válidas apenas com um comentário neste post do Super Duper. Corre que vai até dia 9 de Outubro!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma primavera especialmente feminina: Dilma, ONU, e as festas escolares


Esta semana tem sido significativa para nosso país. Pela primeira vez uma Presidenta abriu a sessão da ONU, e aproveitou devidamente a oportunidade para colocar na mesa temas importantíssimos e delicados. Dilma teve uma postura afirmativa. Ela iniciou seu discurso ontem reafirmando o papel feminino na política, na economia, no mundo. Depois, falou sobre a necessidade da criação do Estado Palestino, da crise econômica, das desigualdades entre as nações, entre outros temas urgentes. 

A Presidenta Dilma tem conseguido recolocar uma nova imagem da liderança feminina, fazendo-nos pensar sobre o lugar, o papel das mulheres na política. Longe de ser uma governanta ideal, apesar disso, ela não tem esvanecido diante de fofocas e comentários vulgares de partes da mídia, como as críticas à sua roupa ou os boatos sobre o câncer - aparentemente para enfraquecerem sua imagem de líder e colocarem em questão sua feminilidade, como se as duas coisas fossem incompatíveis. Há também críticas inteligentes ao Governo, e eu leio algumas delas por aí. Vejam bem, este não é um post ufanista, de apoio político ou eleitoral a ninguém! Mas, acho importante que, mesmo tendo discordâncias importantes com o rumo de algumas políticas públicas, mesmo mantendo o senso crítico, a gente não deixe passar desapercebido o momento histórico que vivemos, enquanto nação, e especialmente enquanto mulheres.

A figura da nossa presidenta evidenciada na ONU é um ícone das mudanças sociais mais recentes, que afeta a forma das pessoas pensarem e encararem a desigualdade de gêneros. Não é o fim de toda uma luta por igualdade, travada por séculos, mas é o sinal de que houve avanços e de que temos fôlego para lutar ainda mais. O que me deixa mais orgulhosa é ver que, no papel de liderança, Dilma tem contrariado uma série de estereótipos, desafiando a cultura machista que ainda domina, e abrindo novos exemplos de feminilidade para as novas gerações.

Minha filha vai crescer sob uma nova imagem das mulheres brasileiras. Claro que ainda existem, e existirão, as "celebridades" que se esforçam para reforçar os estereótipos, que continuam vendendo mundo afora a imagem da brasileira mulher-objeto, reduzida a corpos artificiais. Mas, olha que contra-exemplo maravilhoso: a maior liderança do país é uma mulher! Uma brasileira que não se afirma pelos atributos do corpo, mas pela habilidade política.

Por isso, eu vejo que estamos em dias especialmente femininos. Nesse início de primavera, os dias são femininos não porque as flores começam a aparecer - lindas e delicadas flores, que nas festas escolares são sempre encenadas pelas meninas, com exceção do Cravo que brigou com a Rosa - mas porque o discurso de abertura feito pela Presidenta Dilma, na ONU, marca uma nova cultura, que cada vez mais incorpora a ideia de que mulheres são fortes, inteligentes, líderes, e muito mais coisas além de belas esposas.

Ah! Primavera! Eu sinto o cheirinho gostoso das flores, saio rodando com meu vestido anos 50, com um sorriso maquiado, celebrando o perfume, a doçura, a beleza dessa estação! E depois, volto pra casa com a sensação maravilhosa de que minha filha vai ter muito mais motivos para comemorar! Enquanto a mamãe aqui trabalha bastante, discute de igual pra igual com o papai, escreve o que pensa e fala o que precisa, ela também vê uma líder brasileira discursando, numa indumentária sóbria, para uma assembléia majoritariamente masculina, na ONU, e ser altamente aplaudida.

As bundas e peitos à mostra atoa, na tv, ainda persistem, e continuarão a fazer seu show, certamente, em todas as estações do ano. Mas, minha filha não vai se sentir oprimida entre um ideal feminino de submissão total e um ideal de libertinagem sexual - que no fim das contas, gera mais submissão, escravizando as mulheres na corrida pela beleza física. Quando criança, fui florzinha de apresentação escolar algumas vezes... fui borboleta e até gotas de chuva! Mas, meu sonho era ser a jardineira - que passeava saltitante entre as plantas e enfrentava os bichos da floresta, devidamente masculinos, para cuidar delas. As jardineiras andavam nas pontas dos pés, simulavam o balanço delicado das flores ou o bater das asas de abelhas e borboletas. Sempre delicadas... Mas, na Presidenta do Brasil, Laura pode ter um contra-exemplo dessa divisão sexual do trabalho. E não só ela, mas toda a sociedade tem tido a oportunidade de mudar os paradigmas!

Eu voto pela revolução feminina das primaveras! Meninos, vistam suas pétalas!

*Imagem: Foto de Bernie Boston, feita nos protestos contra a guerra do Vietnã, nas Primaveras da década de 1965 e 1966

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Balanço da Bienal: livros politicamente corretos para crianças

Fui à Bienal do Livro aqui no Rio, no último domingo. Nos preparamos para ir cedo, chegar as 10h, carregar lanchinhos de casa (para diminuir o tempo em filas e comer coisas mais saudáveis e gostosas, porque a qualidade da comida nesses eventos é péssima!), e voltar antes do almoço. Assim, conseguimos evitar o fluxo da tarde. 

Não conseguimos ver todos os pavilhões. Se não fosse o último dia, iríamos de novo! Mas, vou logo adiantando o balanço final: super positivo!

Não sei se eu tenho olhos muito tendenciosos, mas reparei numa coisa muito legal. Há várias opções de livros infantis com conteúdo mais crítico, ou seja, que fazem críticas sociais, que convidam as crianças a participarem dos grandes debates contemporâneos. Quer dizer, livros que inspiram os pequenos a conhecerem seus direitos, a aceitarem as diferenças, a conhecerem diferentes culturas, etc. Algumas pessoas usariam o termo "politicamente correto" para definir esses livros, mas sei que na maioria das vezes ele é usado de forma pejorativa - que pena. 

Aí vão alguns exemplos:

- O melhor livro de todos, que eu gostei demais e gostaria de dar de presente para cada criancinha desse mundo: "Les plus belle berceuse du monde". É um livro francês, com cd, que tem ilustrações maravilhosas, e canções de ninar e músicas de roda, de diferentes culturas. São 23 músicas: 4 africanas, 4 créoles, 4 distribuídas entre Ukrania, Russia e Polonia, 4 ligadas a cultura judaica, 3 da língua portuguesa, inclusive do Brasil, e 4 do Oriente, incluindo China e Japão. Em cada grupo de músicas, há os créditos dos artistas que fizeram as ilustrações, dos músicos que gravaram a canção, e para cada música, um pequeno texto explicativo. Aliás, cada música tem uma página ilustrada com a letra original e a tradução para o francês. Não sei o que é mais lindo, as ilustrações ou as canções! Veja aí uma palhinha da segunda música do livro:

video

Essa chama-se Nkwihoreze (Eu vou te consolar), e é da Ruanda. A ilustradora é Élodie Nouhen.

O único problema é que ele não tem versão em português. O meu comprei no stand da Livraria Francesa.

- O segundo melhor livro que vi por lá é a versão ilustrada, para crianças, da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O título de capa é "Nascemos livres", e ele também é uma coletânea das mais lindas e criativas imagens de artistas de diversos países do mundo. Essa imagem abaixo é de Marcia Williams.


- O terceiro livro que recomendo é o "As panquecas de Mama Panya", que é da mesma editora do anterior, a SM. Aliás, essa editora é muito especial, porque nos oferece um catálogo maravilhoso de livros sobre os temas mais interessantes e que são dificilmente direcionados para o público infantil. Por exemplo, nela também encontrei um livro para crianças de 8 a 12 anos sobre a inclusão social nas escolas, um sobre separação dos pais para crianças pequenas, e um livro sobre o prazer da leitura para os pequenos que estão começando no letramento, "O monstro que adorava ler". Mas, voltando ao título que recomendei, quero dizer que além de ser uma obra de arte, com ilustrações originais, "As panquecas de Mama Panya" é um livro sobre a vida cotidiana de um menino africano, do Quênia. O enredo se passa na ida de mãe e filho ao mercado, para comprarem os ingredientes para uma panqueca, e aproxima o nosso mundo ocidental - etnocêntrico - à vida na aldeia de Adika, o protagonista. A história faz parte de uma coleção genial chamada "Cantos do Mundo", que tem o objetivo de apresentar diferentes culturas para as crianças, fugindo dos estereótipos.

Além desses títulos, vi outros que falam da cultura afro, ou que colocam o protagonismo de personagens negros, como bailarinas, anjos, princesas, deslocando-os dos papéis estereotipados e racistas comuns. Há os livros que trazem assuntos polêmicos, como a fé, a religiosidade, a melancolia e o bullyng. Enfim, não sei se estou mais "focada" nisso agora, mas reparei que a oferta de livros está muito mais variada e de melhor conteúdo do que na minha infância! Claro que ainda há espaço para os contos de fadas waldisneyanos, os livros fofos de bichinhos e fadinhas, e tal. Mas, acho ótimo que agora, mesmo dando também os livros besteirol, posso contar com a ajuda de outros mais interessantes no manejo de questões difíceis ou polêmicas com minha filha. Certamente, em algum momento terei que abordar o tema "preconceito" com ela, e será muito bom poder fazer isso de forma lúdica com uma história bonita e bem ilustrada.


Por isso eu sou sim totalmente a favor dos livros "politicamente corretos". E esse ano, a Bienal arrasou nessa matéria! Parabéns às editoras que nos oferecem esses livros! Meus sinceros agradecimentos de mãe, blogueira e lojista ecológica! : )


sábado, 10 de setembro de 2011

Novo sorteio no Dicas da Mel: Kit Orgânicos Native

O blog Dicas da Mel está lançando um espaço próprio, independente do site What Mommy Needs. Mas, continua a fazer parte dele, claro. Isso significa, apenas, que agora você pode adicioná-lo em sua lista de blogs, assinar seu feed, segui-lo, e trocar mais e mais dicas com essa minha querida amiga, Melissa Marsden.

Pra quem ainda não sabe, Mel, que hoje é minha sócia, no passado, foi minha supervisora de estágio! Trabalhamos juntas quando eu estava terminando a faculdade de psicologia, num centro de saúde público e escrevemos juntas um artigo do qual me orgulho muito! (Se você tiver curiosidade para ler sobre a prática dos psicólogos nos serviços de saúde pública, veja o artigo aqui). Depois fizemos mestrado na mesma instituição, ficamos pairando entre uma bolsa acadêmica e outra, ralando para um dia chegarmos ao posto de pesquisadoras de uma instituição pública de pesquisa, e no meio do caminho, descobrimos que nossas afinidades iam muito além da psicologia e da saúde. A preocupação com a sustentabilidade de nosso planeta nos uniu nesse lindo projeto que é a loja virtual What Mommy Needs.

Melissa sempre teve dotes culinários e artesanais admiráveis! Adora pesquisar receitas, e formas mais naturais de fazê-las. Tem um repertório vasto de dicas para o dia dia na cozinha e na criação de hábitos mais saudáveis e ecologicamente corretos. Além disso, tem a fotografia como hobbie e um coração gigante! (Olha que coisa mais linda a montagem que ela fez quando Laura tinha um aninho!).

 *Imagem: Ana, Mel, eu e Laura, no Parque Lage

E, agora, para comemorar esse novo lançamento de seu blog Dicas da Mel, ela está sorteando um kit de produtos orgânicos da marca Native - nossa fornecedora e parceira. O kit inclui:

- 1 litro de bebida de soja orgânica, adoçada, sabor original
- 2 embalagens de 200ml de bebida de soja orgânica, adoçada, sabor chocolate
- 3 embalagens de 40g de cookies orgânicos sabor chocolate
- 3 embalagens de 40g de cookies orgânicos sabor baunilha
- 3 embalagens de 40g de cookies orgânicos sabor banana
- 1 embalagem de 300g de cereal matinal de milho orgânico, açucarado
- 1 embalagem de 400g de achocolatado em pó orgânico instantâneo de alto teor de cacau

Gente, é coisa à bessa, COM FRETE INCLUÍDO, para qualquer lugar do Brasil!
 
Para participar, basta ir lá no blog, comentar no post e
 
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A Native é uma empresa que dedica-se estritamente a produzir alimentos orgânicos variados - desde açucar e café até cereais matinais e sucos. Ela possui vários certificados, que garantem a qualidade e a sustentabilidade de seus processos de produção. Antes de vendê-la, eu e minha família já éramos consumidores fiéis. Se você ainda não a conhece, vale a pena aproveitar o sorteio para experimentar!

Inscreva-se até dia 20 de setembro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Entre livros e laptops

Vocês já devem ter reparado na invasão dos laptops em lojas de brinquedos infantis. Há alguns anos eles ganharam as prateleiras e despertam o desejo dos pequenos. Os olhos brilham diante de um negócio igualzinho ao do papai ou da mamãe (mas com a cor rosa ou o personagem favorito), cheio de botões pra apertar e barulhos agudos que chamam a atenção.

Se por um lado, nos sentimos tentados a introduzir tão cedo nossos filhos no mundo virtual, por outro, sabemos que os laptops podem ser descartados na primeira semana em troca de uma boa e velha bola ou boneca. A verdade é que eles têm poucas atividades - até porque não faz sentido encher uma criança de 3 anos de idade de jogos eletrônicos, pois ela vai buscar uma válvula para toda sua energia corporal - e o fetiche está mesmo na aparência do artefato. Ele é encantador porque aproxima o mundo do adulto ao mundo infantil. Tomando-o a criança sente-se um pouco mais igual aos pais, ao irmão mais velho, aos adultos que admira. Ela sente-se de alguma forma parte do mundo do trabalho. Mais ou menos como nos sentimos no início do letramento.

A alfabetização não é só uma etapa formal da educação, ela é uma porta sem saída para a sociedade, para um ambiente social mais amplo - praticamente ilimitado. Quando uma criança lê um livro, não está empolgada apenas com a descoberta de sua capacidade, mas com a sensação de pertencimento, de fazer parte agora da um mundo que antes era tão distante e almejado.