Conheça melhor este blog de mãe, assistindo ao novo vídeo de boas vindas aqui!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Atualizações: Arte Nossa, Baby Bum e Blogagem Coletiva

Querid@s!

Um post breve para falar sobre os últimos (e futuros) acontecimentos importantes da What Mommy Needs.

Já temos mais imagens enviadas para a participação no concurso cultural Arte Nossa de Cada Dia. Aproveitem e confiram aqui uma delas (até dia 30 divulgaremos todas, promess!):

Da Marcia Boiko, uma imagem belíssima de um evento cultural super brasileiro! Vejam só no link: http://www.flickr.com/photos/voadeiras/6319564404/in/photostream

E junto com a foto, ela enviou uma pequena explicação sobre a festa retratada:


A festa do Bumba-Meu-Boi, uma das mais tradicionais festas de rua de São Paulo, no Morro do Querosene (bairro próximo ao Instituto Butantan). Comandado por Tião Carvalho e o Grupo Cupuaçu, há mais de 20 anos o evento reúne pessoas de diversas regiões da cidade, gente colorida, muitos estudantes, dançantes e brincantes.  Como toda tradicional festa de rua, barraquinhas com tapioca, pernil, pastel, cuzcuz  e comidas típicas fazem parte do evento . A comunidade maranhense da cidade cidade soube manter acesa no Butantã uma das mais belas tradições populares brasileiras, com toadas lindas e aquele indescritível ritmo das matracas.
Nascimento do boi
São três festas por ano, no sábado de Aleluia comemora-se o nascimento do Boi, que é batizado no mês de junho e morre no fim do ano, perto do dia de Finados. E renasce no ano seguinte. Além da cerimônia de nascimento, durante a festa também se apresentam grupos de maracatu, boizinho-mirim, caboclinhos, cantadores e cirandeiros. Uma ótima opção para quem gosta de cultura popular.
Obrigada Marcia!!!

Outra informação importante, gente, é que neste sábado e domingo, 26 e 27 de Novembro, a What Mommy Needs estará com um stand na feira Baby Bum, na Casa de Espanha - Humaitá, Rio. Se você estiver pelo Rio ou morar aqui, vem prestigiar a gente, vem?!


E por fim, convido a tod@s para a blogagem coletiva sobre o Fim da violência contra a mulher, proposta pelas Blogueiras Feministas. Tá qui o link: http://blogueirasfeministas.com/2011/11/chamada-blogagem-coletiva-fim-violencia-contra-mulher/. Eu já participei com o último post!

Então, é isso, são três deveres de casa: mandar sua imagem ou vídeo para nosso concurso cultural, ir na Baby Bum prestigiar a gente (!!!), e escrever um belo post pelo fim da violência contra mulheres!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Carta para minhas amigas

Caras amigas,

Esta é uma carta séria. Minha vontade é passar toda força que tenho cultivado através das experiências que vivo, em situações semelhantes às que vocês estão vivendo ou acabaram de viver.

Sei que às vezes minhas palavras são duras. Fica parecendo que sou insensível, cruel, e perfeitinha - como uma de vocês me disse recentemente. Mas, tenho certeza que vocês, conhecendo-me, sabem que não é nada disso: sou apenas uma sobrevivente e lutadora que ainda se debate entre os prós e contras dessa minha postura "pronta pra briga a qualquer momento". Eu amo vocês e odeio as injustiças, especialmente aquelas que acometem mulheres diariamente e que pouca gente tem coragem de perceber.

Vocês são corajosas, e por isso, sei que não fecharão os olhos (nem os ouvidos) diante das minhas palavras, mesmo que elas pareçam duras demais. Elas não são contra vocês - nem mesmo contra eles. Minhas palavras são contra as desigualdades arraigadas em nosso inconsciente coletivo, em nossa sociedade, nas pequenas atitudes que homens e mulheres reproduzem sem sentir.

Quer dizer, sentir nós sentimos. E quando chega no limite, sentimos até demais. Até doer tanto que nos damos conta de nossa dependência e do quanto ainda precisamos conquistar.

Amigas queridas, ele pode ser o cara mais generoso, mais inteligente, mais sedutor que vocês já conheceram. Mas, palavras de ameaça física ou psicológica NÃO. Ciúmes não é justificativa para agressões. E, ciúmes não é prova de amor. Também não vale cobrar de vocês aquilo que lhes é "socialmente esperado", mas do qual não têm a menor obrigação. Não aceitem que ele cobre a roupa limpa e passada, ou a comida feita, porque no fim do mês ele "paga a conta". Não aceitem que te jogue na cara uma escolha que ele mesmo fez. E, se ele não paga a conta, nem mesmo uma parte dela, e isso não foi uma escolha feita pelos dois, também não me parece ser um acordo justo.

Sim, fazemos acordos sempre. Casar é um acordo, assim como morar junto, viver junto, namorar... E nesse compromisso não é só a fidelidade que impera. Em primeiro lugar, nós desejamos o cuidado. Cuidar um do outro é o acordo. Então, se ele espera todo carinho e cuidado que você lhe dá quase naturalmente, não deve ficar admirado quando você reclama que ele nem sabe o quanto a prova de amanhã é importante pra você.

Porque vocês sabem quando ele precisa de apoio. Vocês se esforçam para poupa-lo quando sabem que tem um exame importante, quando ele vai passar por alguma seleção profissional, quando ele tem algo muito importante para escrever, produzir, etc. E isso é muito bom. Na verdade, ele deveria aprender com vocês. Assim, como nós aprendemos a deixar nossos filhos em casa e passar 9, 10 horas por dia no trabalho, ele podia ter aprendido a ser mais cuidadoso, a dar apoio afetivo, emocional, quando precisamos.

Mas, infelizmente, amigas, ele ainda não consegue enxergar muito bem o motivo de sua tristeza. Ele não entende que vocês não querem um professor, um doutor, um chefe ilustre para admirar. Vocês querem alguém que seja capaz de abrir mão do status de sexo dominante para chegar junto, para admirar o que vocês produzem, para incentivá-las em seu crescimento.

Eu não tenho dúvidas que no caso de ele receber uma excelente proposta de estudo ou trabalho em outro país, vocês se sentiriam empolgadas para acompanhá-lo, e fariam das perdas apenas um meio de ganhar amadurecimento na relação. Não tenho dúvidas, que nesse caso, vocês conseguiriam desenvolver projetos, criar alternativas, para viverem ao lado dele, mesmo que uma mudança dessa magnitude não estivesse em seus planos. Isso ele poderia aprender com vocês. O pior é que muitas vezes ele não sabe nem o que quer, fica reproduzindo o comportamento do pai, e não aceita o fato de que vocês tem planos, tem sonhos, e têm o potencial de seguir uma carreira muito bem sucedida. Ele é capaz de chamar seus projetos de ilusão, e coloca sorrateiramente uma dúvida enorme dentro de vocês, se realmente são capazes de prosseguir e realizar aquilo que queriam.

Não subestimem as palavras. Palavras violentas machucam muito a alma, e podem um dia chegar a se materializar em ações. Palavras de desânimo, de descrédito, tem o poder de nos amedrontar, de nos fazer adiar os projetos mais desejados. É como uma opressão silenciosa, que começa a incomodar, sem que a gente se dê conta de onde ela vem.

Amigas, eu vejo de onde ela vem. Porque no dia dia, eu posso senti-la também. É contra ela que luto e não contra ele. Mas, se ele me faz sentir ameaçada, oprimida, por qualquer coisa que seja, enfrento-o. Hoje, depois de muitos enfrentamentos, de muito diálogo, posso dizer que ele entende minha luta. Outro dia mesmo, discutimos porque ele não me dá o apoio afetivo que preciso para continuar perseguindo minha carreira, para continuar escrevendo. Vejam só, quando ele precisou, eu revisei sua monografia inteirinha em uma semana. Mas, o meu livro, que já escrevi há um ano, ele ainda não terminou de ler. 

Ele pode achar que nós é que temos que ser menos afetivas, menos amorosas, mas por que não o contrário? Por que ele é que não deve aprender a ser menos violento?

Porque violência, amigas, tem vários graus. A negligência é violência. O machismo é violento. E fingir que ele não existe só piora as coisas.

Por isso, queridas, minha palavra para vocês hoje é SEPARAÇÃO. Se as palavras dele beiram a violência física, ou se as atitudes são negligentes a ponto de deprimi-las, separem-se. Cuidem de si mesmas, porque com certeza é melhor amar-se sozinha do que depender do amor de alguém que não sabe amar. Se ele não enxerga o erro, se ele não percebe o próprio machismo, NÃO TOLERE sua companhia. 

A primeira arma contra a violência de gênero é a sua atitude.

** P.S.: Esta carta é fictícia mas se baseia em várias histórias de amigas e pessoas próximas. Com ela junto-me à blogagem coletiva proposta pelas Blogueiras Feministas, para o dia 25 de novembro, sobre o fim da violência contra a mulher. Participe também!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Tiradas da semana: é pra rir ou pra chorar?!

O pai e a mãe discutem na frente da criança sobre o fato de, na escola, a professora estar usando as diferenciações sexuais para ensinar as bases da matemática (classificação, conjunto, diferenciação), e estar usando contos de fada para o projeto literário. Os dois discutem se é por causa disso que a filha tem trazido diariamente princesas, bruxas e príncipes como tema de conversa, além de estar falando, constantemente, das diferenças entre menino e menina. 

De repente, a filha interrompe a conversa e diz:

- Peraí! Você não pode falar! Agora eu vou falar!

Os pais se calam e esperam.

- Devedê é de menina e de menino! Menina e menino usa óculos, usa devedê, usa livro, menina e menino! Usa foto, usa música!

Os pais sorriem, empolgados com a esperteza da menina.

A mãe: - E bola? Quem usa bola? (querendo testar até onde vai o sexismo ensinado, involuntariamente, na escola).

A filha: - Menino... e menina...

Os pais se olham aliviados.

A mãe: - E boneca, quem usa boneca?

A filha: - A Laura! (afirma, admirada com a obviedade da resposta).

O pai: - E carrinho?

A filha: - Carrinho é de menino! (Grita e gesticula com o dedinho, querendo dar um ponto final na conversa).

Os pais se olham assombrados (afinal, a filha brinca de carrinho em casa e nunca teve qualquer restrição de brinquedos por causa de sexo). A mãe corre para o computador para escrever um post-desabafo no blog, enquanto o pai vai preparar o jantar.

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Outras tiradas do feriadão:


Pai: - Olha, Laura, uma bacia cheia de água pra você brincar! (trazendo a bacia, minimamente cheia e colocando-a sobre a toalha no chão).

Filha de dois anos e meio: - Obaaa! (colocando as massinhas na água e mexendo com uma colher).

Mãe: - Que legal filha! É o caldeirão da bruxa? (com os olhos assustadoramente arregalados).

Filha de dois anos e meio: - Não mãe! É uma bacia!

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Filha de dois anos e meio: - Mamãe, to fazendo uma festa! Você vai na minha festa?

Mãe: - Claro filha! É festa de quem?

Filha: - É da banca-de-neve-casada-com-píncipe-e-com-sete-anões!

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Filha: - Menina usa calcinha, menino usa cueca! (durante a volta da escola).

Mãe: - É verdade filha.

Filha: - Menina usa calcinha de bolinha rosa. E menino? Também tem cueca rosa?

Mãe: - Tem filha. Menino também pode usar rosa!

Filha: - Menina usa binco. (apontando para os brincos nas orelhas da boneca que carrega)

Mãe: - Menino também! Menino também pode usar brinco. O tio Igor usa, lembra?

A menina fica atônita, admirada com a descoberta.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Concurso cultural: Arte Nossa de Cada Dia

Para estreiar a nova seção do nosso blog Cultura, Arte e Imagens, convidamos a tod@s para participar do concurso cultural Arte Nossa de Cada Dia! A ideia é divulgarmos a criatividade de mães, pais, avós, avôs, tias e tios, educadores, enfim, de todos aqueles que encontram inspiração com as crianças! Acreditamos que a Arte está presente entre nós, no dia dia, e se ficarmos bem atentos, somos capazes de virar verdadeiros artistas ou de ser muito inspirados por eles. Acreditamos que a Arte é uma linguagem da vida, que nos ajuda a compreender os outros, a lidar com as diferenças, e aprender com elas. 

Além do mais, imagina que delícia seu filhote, neto ou sobrinho vendo a Sua Arte estampada na web!

Veja abaixo as regras e os prêmios!

- Para participar é só enviar uma imagem ou vídeo de sua própria autoria ou com a autorização de reprodução de outro autor. Vale fotos, desenhos, colagens, e o que mais mandar a criatividade!
- O tema é livre, mas estão vetadas todas as imagens com teor pronográfico ou que denigra a imagem de crianças, adultos ou animais. 
- Não esqueça de enviar, junto com o trabalho, seu email e telefone de contato, para: contato@wmnloja.com.br
- Você pode enviá-lo até dia 30/11/2011.
- Todos os trabalhos serão publicados aqui durante o tempo do concurso.
- A escolha dos melhores trabalhos será feita por júri popular, com votação aberta aqui no blog, entre os dias 30/11 e 07/12.
- Prêmios: para os três trabalhos mais votados, enviaremos, nessa ordem: o livro Toda criança gosta, de Hetzel & Massarani;  o livro Ode a uma estrela, de Pablo Neruda; e o livro Nascemos livres, com a Declaração Universal dos Direitos do Homem adaptada para crianças e ilustrado por vários artistas e ilustradores. Conheça um pouquinho mais cada um desses títulos nos links. E divlugue essa ideia!


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Boas dicas para uma amamentação feliz!

Hoje publicamos uma excelente entrevista com Simone de Carvalho, fundadora do grupo Aleitamento Materno Solidário, que vem movimentando a web com informações valiosas sobre aleitamento e doação de leite materno. Conheça mais o trabalho dessa mãe especialista e ativista, no nosso site e mande suas dúvidas também!

E se você já está inscrita no grupo da AMS no Facebook, aproveite a promoção desta semana: 20% de desconto em toda a loja What Mommy Needs!

Continue lendo aqui

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cinema, literatura e artes para crianças pequenas

Você já viu o novo tema do Mamatraca quer saber? É sobre a opinião de pais e mães sobre a escola de seus filhos. Aqui no blog eu já discuti bastante esse assunto e não me canso de falar sobre ele, porque, na minha opinião, ainda temos muito o que melhorar, em termos de qualidade das instituições e diálogo com as escolas. E uma das coisas que mais tem me intrigado é sobre o acesso das crianças à cultura no ambiente escolar.

Apesar de ainda existirem poucas opções de eventos, filmes e peças infantis legais e acessíveis, aqui em casa a gente se esforça pra que a Laura tenha o máximo de contato com a produção cultural de qualidade do momento. Quer dizer, ficamos atentos para os bons livros que são lançados, os filmes e animações, as peças, e tentamos distinguir entre "produtos" apelativos, que só querem se vender, e as "obras de arte" - que eu defino como trabalhos com conteúdo crítico e construtivo, mesmo quando são cômicos e infantis. Porque, ser infantil não é sinônimo de ser bobo, certo?

Eu já observei que, na escola, Laura também tem tido oportunidade de entrar em contato com esse universo cultural mais inteligente. Até o momento, gostei de quase todos os livros que foram usados nos projetos literários, e sei que a escola introduz os grande pintores e artistas plásticos nas atividades, apresentando suas histórias de vida e seus trabalhos, incentivando a criação das crianças também. Os murais estão sempre cheios de trabalhinhos de arte e as aulas costumam ser bastante musicadas. Enfim, acho que minha filha tem o privilégio de estar num ambiente escolar estimulante.

Mas, eu tenho uma crítica (construtiva!). Acho que, mesmo na primeira fase da educação infantil é possível introduzir temas tipicamente pedagógicos sem apelar para os contos de fadas. E sei que isso é muito comum, muito mesmo. Até a escola da Laura investiu bastante tempo e várias atividades nesse semestre, trabalhando contos tradicionais que tinham princesas e bruxas como personagens. Mas, eu me pergunto porquê não podemos utilizar outros recursos para trabalhar os temas bem/mau, amar/odiar, sorrir/chorar, e suas derivações. Alguns argumentam que os contos de fada mais tradicionais são a expressão mais "pura" das emoções humanas e que por isso ajudam a formar o caráter da pessoa até na idade adulta. Mas, por outro lado, muito estudos tem mostrado que esses contos também são recheados de lições controversas: a passividade e submissão quase natural das meninas complementando o heroísmo dos meninos, a caracterização do mau com cores escuras e com a velhice, o "perigo" da liberdade, o "perigo" dos ambientes naturais como as florestas, etc. Além disso, a oferta de produtos de consumo em torno desses contos é exagerada: é mochila das princesas, estojo da branca de neve, relógio do príncipe encantado (aliás, já parou pra perceber como os príncipes não tem nome nesses contos? Não parece estranho que a única figura masculina forte dessas histórias seja tão sem personalidade que pode ser qualquer homem bonito montado num cavalo?)...

Particularmente, eu acho que seria mais construtivo se as escolas aproveitassem mais a oferta do que está rolando no circuito cultural da cidade ao invés de manterem anualmente os mesmos contos e as mesmas atividades. Acho que, a cada semestre, a escola pode pesquisar a programação cultural dos meses seguintes, e fazer um diálogo bacana com ela durante as atividades diárias. Assim, os temas pedagógicos do currículo escolar poderiam ser mais contextualizados com a realidade das crianças, fazendo uma espécie de intercâmbio com temas novos e inusitados (afinal, não é isso que propõe fundamentalmente a pedagogia da libertação de Paulo Freire?). Não acho que os tradicionais contos infantis sejam indispensáveis da educação das crianças. Temas universais são universais e ponto - eles aparecerão de qualquer forma no dia dia da escola. Acho que ofertar demais essas histórias de bruxas e princesas é até mesmo arriscar-se a deixar a criança monotemática, porque, se ela vai ao shopping, lá estão as princesas distribuindo folhetos das peças em cartaz, se ela vai na loja de brinquedos, lá está a enorme seção rosa de bonecas e acessórios para princesas, se liga a tv, mamãe põe o bendito desenho da Bela Adormecida para acompanhar o "tema" do projeto literário da escola... enfim, acho que isso não é nem um pouco estimulante! Nem para as crianças nem para os professores, nem para os pais!

E para contrapor um pouco essa enxurrada de belas adormecidas, príncipes e bruxas que está acontecendo aqui em casa, aí está a lista de eventos, filmes e livros que temos oferecido para nossa filha:

- Menininha: peça encantadora (não encantada!), onde Laura estreou como público teatral quando tinha um ano e meio. Toda a história é contada com as músicas de Toquinho e Vinícius de Moraes, além de Chico Buarque e Adriana Calcanhoto, com uma bailarina palhacinha. Vimos no Centro Cultural do Banco do Brasil e agora está em cartaz em Brasilia. Leia aqui neste link.

- Palavra Cantada: grupo musical maravilhoso, que produz músicas de qualidade, com riqueza instrumental e letras inteligentes. Eles também cantam algumas canções populares, fazendo interpretações originais. Desde que começou a ver dvds, Laura assiste os clipes desse grupo, e agora sabemos que eles estão no cinema, em 3D! Leia mais aqui neste link da Revista Crescer.

- Atividades no Instituto Moreira Salles: Todos os sábados, a partir das 17hs, o Instituto oferece atividades diversas para as crianças. Além de participarem de ateliês infantis, contações de histórias, oficinas de trabalhos manuais etc, elas desfrutam de um ambiente aberto muito agradável e salas de exposição que têm sempre algo interessante. O Moreira Salles está presente no Rio e em São Paulo além de promover eventos em outras cidades brasileiras. Veja aqui neste link a programação infantil que está rolando no Rio, sempre gratuitamente.

- Um gato em Paris (Une vie de chat): Assistimos esse no cinema, semana passada. Laura ficou compenetrada do início ao fim! É a história de um gato preto que vive entre a casa de uma menina, que não fala e acabara de perder o pai, e a casa de um ladrão da noite. Cheia de mistérios, a animação aborda temas infantis e adultos: a perda, a amizade, a relação mãe e filha, o medo, etc. Agora o filme faz parte do Festival de Animação à Francesa, que é imperdível! Dá uma olhada na programação, que acontece no Rio e em Porto Alegre, de 04 a 27 de Novembro.

- Teatro de bonecos Papa Vento: vimos a primeira vez na festa de uma amiguinha da Laura na casa de festas Jardim Secreto, que tem toda uma proposta alternativa e super interessante. Mas, depois ficamos sabendo que o grupo se apresenta todo primeiro sábado do mês no Jardim Botânico do Rio. Eles interpretam histórias conhecidas, mas sempre inserindo um toque mais brasileiro. Melhor ainda são as peças exclusivas, que fogem um pouco dessa "moral" tipicamente cristã, meio medieval, que está em praticamente todos os contos de fada. Na última apresentação que vimos, a "mocinha" tinha que enfrentar um monstro para seguir a carreira que escolheu, e fez isso com astúcia e inteligência, com a ajuda de um vovô jardineiro. Muito legal! Aqui neste link você fica sabendo mais sobre o grupo.

- Os dez patinhos: livro infantil, escrito por Graça Lima, uma artista visual, que, neste livro, também mostrou que é poeta. A típica história de subtração, contada em músicas tradicionais (lembra da música mineira das dez irmãs numa casa, e dá um tangolomango em cada uma?), mas que aqui vira cômica. Além da bela ilustração, das rimas, e dos patinhos (que as crianças amam!), o livro traz um jogo de tabuleiro, para incentivar a aprendizagem dos números. Ele foi lançado ano passado e é uma das nossas mais novas aquisições! Dá uma olhada na nossa loja virtual, pra conhece melhor, neste link.

Bom, eu poderia dar muitas outras dicas! Mas, aí o post vai ficar gigante. E, espero que vocês também me deem suas dicas e suas opiniões sobre a escola aqui, e lá no Mamatraca.

**Outra dica: a What Mommy Needs está dando 25 reais de desconto para as 9 primeiras participantes a enviarem videos sobre o tema para o Mamatraca!